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A Internet evoluiu bastante, e com ela evoluíram os nossos hábitos. Ninguém tem paciência para uma apresentação em Flash ou para um site que demora mais de 3 segundos a carregar. É mais rápido voltar atrás e clicar noutro resultado do Google do que esperar.
Isto demonstra que o actual utilizador da web tem a atenção de uma criança de 5 anos numa loja de brinquedos. Vai olhar para todo o lado, apanhando informação solta, nunca se focando num só brinquedo.

E onde quero eu chegar com isto? Por vezes leio blogs que fazem textos enormes, não porque têm muito para contar, mas porque usam “palavras caras” para dizer coisas simples.
Eu também sou vitima dessa doença, e recentemente percebi porquê! O nosso país é burocrático, e somos assim treinados desde pequenos na escola.
Se num qualquer teste da primária temos uma pergunta “Quem atirou o pau ao gato?” e respondemos “O rapaz que canta” vamos ter uma resposta incompleta de acordo com os professores. Para termos toda a pontuação precisamos de responder “Quem atirou o pau ao gato foi o menino que cantou a canção”.
E isto não se aplica apenas a blogs. O texto burocrático lê-se em fóruns, emails, cartas, jornais, revistas. O problema é que online ninguém lê grandes textos com atenção, só se a escrita for simples. Para ler textos literários com muitas letras e que dizem pouco compra-se um livro, na Internet só queremos o resumo.
Ganhamos muito com um texto directo ao assunto, e olhando para alguns posts meus em que escrevo “Hoje vou escrever aqui no blog sobre…” bato com a mão na cabeça ao estilo “Esqueci-me de registar o Totoloto”, que estou a escrever no blog toda a gente sabe, não preciso de o dizer.
Data: 26 de Dezembro de 2009 às 12:51
Não existe nenhuma receita mágica que garante que um blog ou um site tenham sucesso na Internet. Existem demasiadas variáveis em jogo, no entanto apenas uma garante o insucesso certo de um blog ou site: o gosto ou a paixão pelo que se escreve.

O meu primeiro site foi sobre carros e tuning. Se na altura ainda nem percebia muito daquilo, fazia o site com gosto e sentia-me motivado a trabalhar nele. Era um site que tinha uma “personalidade”, destacava-se dos restantes. Entretanto fartei-me do tuning e deixei o site morrer porque já não me sentia motivado para continuar a fazer artigos. É certo que o site continua com visitas e com rendimento, mas não é a mesma coisa.
Quando tenho uma ideia para um site novo tenho que o fazer sobre um assunto em que tenha pelo menos conhecimentos, mas também tenho de gostar do tema caso contrário o site vai acabar por cair no esquecimento.
Se fizer um site sobre flores e jardins já sei que vai ser um fracasso. Não percebo nada de flores ou jardins, não sei o que querem ler as pessoas interessadas no tema e só me posso limitar a colocar umas fotografias que ache engraçadas e dizer que são fotografias engraçadas. Até eu, que não percebo nada de flores e jardins, sei que iria ser um site sem interesse.
Portanto para fazer um site de sucesso é necessário que exista gosto pelo tema, para garantir que pelo menos, mesmo que o site continue sem visitas nos primeiros tempos, vamos continuar motivados para ir actualizando e adicionando conteúdo ao site.
Mas nem sempre é assim. Vamos supor que vão fazer o vosso primeiro site na web e o vosso objectivo até é fazer dinheiro online e é algo em que têm interesse (quem não tem? ). Existem vários blogs do género, o primeiro site que criaram foi sobre como fazer dinheiro online, mas nunca o fizeram na vida portanto não têm credibilidade. Não é a mesma coisa que eu ou o Rui Augusto fazermos um site do género, pois já temos projectos de grande dimensão e com resultados interessantes.
Ninguém vai ler mais um site sobre o mesmo que não trás nada de novo, é necessário existir um factor diferenciador, um toque de personalidade que garanta o possível sucesso de um site. Isto só é possível se existir gosto pelo tema em que estamos a trabalhar.
Data: 21 de Novembro de 2009 às 14:01
Manter um blog actualizado não é fácil, chegamos sempre a uma altura que não temos nada para escrever. Mas existem pequenos truques que nos ajudam a superar o Writer’s Block e a ter conteúdo sempre fresco, ou de reserva para quando não sai mesmo nada de novo pelas pontas dos nossos dedos.

Quando tenho uma ideia para um novo post tento sempre escrever em algum lado o tópico e uma curta descrição da ideia que tenho. Regra geral uso o Word Mobile ou uma aplicação de notas no telemóvel para guardar estas ideias, que depois transcrevo para o blog.
E porque faço isto? Quando tenho ideias para escrever estou sempre longe do computador, posso estar a conduzir, a passear, a tomar banho. Se não escrevo estas ideias nalgum local vou acabar por me esquecer e o que poderia ser um bom post vai cair no esquecimento.
Com uma lista organizada de tópicos coloco mãos à obra e, quando me sinto com vontade de escrever, começo a dar forma às ideias que tive anteriormente.
Se escrever mais do que um post acabo por o programar para ser colocado no blog mais tarde. Outros cujo conteúdo continuará actualizado por muito tempo, o chamado conteúdo evergreen, ficam guardados como reserva para serem publicados quando tiver numa fase em que não tenho mesmo nada de novo para escrever.
Assim, além de ficar com uma base de dados de ideias para futuros posts, mantenho-me prevenido contra o Writer’s Block e consigo manter o conteúdo de um blog sempre fresco e actual.
Data: 21 de Outubro de 2009 às 10:00
Sempre que faço uma instalação do Wordpress, seja para utilizar como blog ou CMS existem sempre 5 plug-ins que nunca falham e estão presentes em todas as instalações. Para mim são plugins essenciais, não os dispenso em nenhuma instalação e tornam o Wordpress numa ferramenta poderosa, eficaz e segura.

1) Wordpress Database Backup
A segurança é essencial nos dias que correm, nem todos temos acessos a servidores seguros e devidamente mantidos, e mesmo com todas as precauções nunca sabemos quando o azar nos bate à porta.
Fazer backups é uma tarefa chata e muitas vezes esquecemos-nos de os fazer. Este plugin é óptimo porque permite programar um backup diário ou semanal e receber uma cópia da nossa base de dados comodamente no nosso email.
2) WP-Optimize
Ainda na segurança do Wordpress, o primeiro plugin que instalo e utilizo é o WP-Optimize por permitir mudar o nome de utilizador facilmente sem ter que recorrer directamente à base de dados. Claro que não o instalo só por essa funcionalidade, pois também permite remover os comentários marcados como spam ou as revisões de posts e ainda optimizar a base de dados, recuperando bastante espaço perdido com lixo e tornando a base de dados mais rápida.
3) Hyper Cache
O Hyper Cache é um daqueles plugins que quem não usa nem sabe o que perde. Um sistema de cache que poupa recursos do servidor e ainda torna o Wordpress mais rápido, até permite compressão Gzip. É para mim o melhor sistema de cache do Wordpress e o único que conseguiu realmente reduzir a carga no meu servidor a longo prazo.
4) All in One SEO Pack
Ter a opção de alterar a forma como os títulos são apresentados pelo Wordpress, poder definir títulos, descrições e keywords por posts é indispensável para mim. É um plugin de SEO simples de usar e bastante completo.
5) Google XML Sitemaps
O Google XML Sitemaps além de gerar um sitemap automaticamente sempre que se publica um novo post ainda permite notificar os motores de busca que suportam aquele protocolo (Google, Bing/MSN, Yahoo, Ask) permitindo uma indexação rápida e eficaz de um blog. As várias opções permitem ainda retirar páginas que não interessam de um sitemap como as categorias ou os arquivos.
Data: 13 de Outubro de 2009 às 10:00
Continuando a série do guia de optimização do Wordpress, irei agora falar sobre a optimização da base de dados com a redução do espaço utilizado por esta, assim como uma alteração que permite aumentar consideravelmente a segurança do Wordpress, tudo com recurso a apenas um plug-in.

Esse plugin “maravilha” é o WP-Optimize. É fácil de utilizar e totalmente seguro para os utilizadores mais inexperientes que não se sentem à vontade em trabalhar directamente com a base de dados através do phpMyAdmin por exemplo.
Optimização da base de dados
O plugin permite facilmente eliminar as revisões de posts, os comentários marcados como spam e optimizar a base de dados. No final o plugin ainda nos indica quanto espaço conseguimos recuperar. Efectuar esta operação regularmente não só vai manter a base de dados do blog mais rápida como vai também poupar espaço limpando algum “lixo” que vai ficando para trás, especialmente agora que as revisões de posts passaram a ser guardadas automaticamente.
Ora, e se escrevermos os nossos posts fora do Wordpress ou não tivermos utilidade para a função das revisões de posts podemos desactivá-la, alterando o ficheiro wp-config.php que se encontra na raiz do nosso blog, adicionando a seguinte linha:
define('WP_POST_REVISIONS', false);
Desta forma as revisões dos posts não serão guardadas, no entanto a opção de auto-save do Wordpress continuará activa e o trabalho ficará salvaguardado.
Segurança
Quase que aposto que o vosso login para aceder ao painel de controlo do Wordpress é admin. Acertei? Isto é uma falha de segurança pois torna os possíveis ataques ao blog mais fáceis.
Ora, o WP-Optimize permite mudar o nome de utilizador do Wordpress para outra coisa qualquer. Basta em Old username colocar admin e em New username colocar o nome desejado. Até pode ser “Zé Manel do Blog”. Juntando isso a uma password forte, com números, letras e símbolos e conseguimos assim ter uma instalação de Wordpress com um nível de segurança acima da média.
Data: 07 de Outubro de 2009 às 00:10
Continuando a série do guia de optimização do Wordpress, irei agora falar um pouco sobre os sistemas de caching. Um sistema de cache guarda uma cópia de uma página que normalmente é processada em tempo real pelo servidor antes de ser enviada para o utilizador tornando o acesso muito mais rápido ao blog e poupando recursos no servidor.

Existem vários plugins de cache para o Wordpress, os 3 mais usados são o WP Super Cache, o Hyper Cache e o WP-Cache, mas este último já não é actualizado desde 2007.
Testei os 3 plugins quer localmente quer num servidor de produção com benchmarks e análise de tráfego real e o que obteve resultados mais satisfatórios a longo prazo foi o Hyper Cache e é nele que me vou basear para este guia.
A grande vantagem do Hyper Cache sobre o WP Super Cache é a possibilidade de desactivar o chamado “garbage clean” ou “autoclean” e definir um tempo de vida do cache ilimitado, assim apenas quando publicamos um novo post ou aceitamos um comentário é que algumas páginas em cache são eliminadas, ao contrário do WP Super Cache que possuia um processo que corria a cada 10 minutos para verificar se existiam páginas em cache expiradas e fazia a sua eliminação.
Atenção! Antes de efectuar qualquer destas alterações é altamente aconselhável efectuar um backup para poder ser reposto caso ocorra algum erro.
Hyper Cache
Após instalar o plugin Hyper Cache necessitamos de alterar o ficheiro wp-config.php que se encontra na raiz do nosso blog e adicionar a seguinte linha de código:
define('WP_CACHE', true);
Agora podemos activar o plugin e passar à sua configuração. Pessoalmente, e baseado nos testes que efectuei, passo a explicar a configuração mais eficaz
Opções seleccionadas
As opções a activar são Enable compression, Disk space usage e Redirect caching.
A opção Enable compression e Disk space usage são sempre activadas em conjunto, o que isto faz é comprimir a página em disco e serve a página directamente já comprimida. Isto não só poupa recursos no servidor como reduz o tamanho da página entre 60% a 70% e torna o acesso muito mais rápido. Esta opção no entanto não funciona quando temos login efectuado, portanto o método mais eficaz de verificar as diferenças de velocidade no acesso é fazer logout ou usar um browser alternativo.
A opção Redirect caching guarda em cache os redireccionamentos que o Wordpress faz para as páginas que não existem, dando o erro HTTP 404.
Dados de configuração
Em Cached pages timeout e Cache autoclean indicamos o valor 0 (zero). Tal como expliquei anteriormente, as páginas assim ficam em cache até serem modificadas, poupando recursos no servidor sem qualquer alteração na experiência do utilizador.
Em Cache invalidation mode escolhemos a opção Only modified posts, seleccionando a opção em baixo Invalidate home, archives, categories on single post invalidation. Com estas opções ao colocarmos um novo post, editarmos um post existente ou um comentário a cache desse post, assim como a cache dos arquivos, categoria e homepage serão eliminados e recriados novamente com os dados actualizados.
E agora que o plugin está devidamente configurado podemos relaxar e observar os óptimos resultados, tudo o resto será efectuado automaticamente. Reparem apenas que a cache de um blog é feita consoante os acessos efectuados ao site e este não é colocado totalmente em cache de imediato. Podem verificar este comportamento acedendo através de um browser alternativo a várias páginas e verificando o contador de páginas em cache do Hyper Cache.
Data: 07 de Outubro de 2009 às 00:07
O Wordpress é, para mim e para muitos, a melhor plataforma para se criar um blog. É fácil de utilizar, tem um interface limpo e é bastante modular permitindo usar um sem fim de plug-ins. No entanto isto tem um preço e o Wordpress não é propriamente meigo a usar recursos e isto prejudica o desempenho de um blog. Mas é fácil melhorar a performance do seu blog equivalente a um pequeno utilitário para algo semelhante a um desportivo com um V8 debaixo do capot. Para ajudar nessa tarefa irei escrever uma série de guias para optimizar o Wordpress ao máximo.

Atenção! Antes de efectuar qualquer destas alterações é altamente aconselhável efectuar um backup para poder ser reposto caso ocorra algum erro.
Tags estáticos
Dentro da pasta do nosso tema vamos abrir o ficheiro header.php. Este ficheiro possui, além do cabeçalho, vários meta-tags de informação sobre o nosso site. Como os temas são feitos para serem compatíveis com um variado número de instalações efectuam chamadas à base de dados para indicar atributos básicos como a codificação do nosso site. Como estes atributos não são alterados durante a utilização do blog podemos colocar o seu valor directamente no blog.
Vamos entrar então no nosso blog, verificar o seu código fonte e procurar a seguinte linha:
<meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=UTF-8" />
Agora dentro do nosso ficheiro header.php vamos usar a linha que copiamos em cima para substituir a seguinte:
<meta http-equiv="Content-Type" content="<?php bloginfo('html_type'); ?>; charset=<?php bloginfo('charset'); ?>" />
Podemos fazer a mesma coisa para o ficheiro CSS, entramos no blog, verificamos o código fonte e procuramos a seguinte linha:
<link rel="stylesheet" href="http://dominio.com/wp-content/themes/xpto/style.css" type="text/css" media="screen" />
Novamente, no nosso ficheiro header.php vamos usar a linha que copiamos em cima para substituir a seguinte:
<link rel="stylesheet" href="<?php bloginfo('stylesheet_url'); ?>" type="text/css" media="screen" />
Headers do Wordpress
O Wordpress, por defeito, coloca vários headers como a versão do Wordpress, os links RSD entre outro “lixo” que muitos de nós não usamos ou nem sabemos para que servem. Aconselho a seguirem os próximos passos em modo trial and error, pois cada instalação é diferente e podem desactivar algo que necessitem para que o vosso blog ou tema funcione correctamente. Vamos então continuar a trabalhar no nosso ficheiro header.php e vamos procurar a seguinte linha:
<?php wp_head(); ?>
Todo o código indicado a seguir deve ser aplicado antes da função wp_head(). Para os que não estão familiarizados com o PHP o código deve encontra-se no ficheiro da seguinte maneira:
<?php
// Código copiado é inserido nesta linha
wp_head();
?>
JQuery
O JQuery é uma biblioteca de Javascript que ocupa cerca de 57Kb e que muitas vezes é incluída sem necessidade só porque activamos um plug-in mas não usamos o widget fornecido com esse plug-in. Para remover o ficheiro JQuery aplicamos a seguinte linha:
wp_deregister_script('jquery');
Feed do blog
Tal como anteriormente fizemos nos tags estáticos, podemos inserir manualmente o link para o feed RSS do
nosso blog. Basta procurar a seguinte linha:
<link rel="alternate" type="application/rss+xml" title="Blog RSS Feed" href="http://blog.com/feed/" />
Agora basta colocá-la entre as tags <head>, por baixo da linha do CSS por exemplo. Depois colocamos a seguinte linha de código antes da função wp_head():
automatic_feed_links(false);
Podemos aproveitar também para remover os feeds extra de comentários, categorias e tags com o seguinte código:
remove_action('wp_head', 'feed_links_extra');
Serviços de publicação externa
Se apenas publicamos posts directamente através do painel de controlo do Wordpress então podemos desactivar com segurança o link para o serviço RSD e o manifesto do Windows Live Writer com o seguinte código:
remove_action('wp_head', 'rsd_link');
remove_action('wp_head', 'wlwmanifest_link');
Versão do Wordpress
Esta tag deveria ser removida por defeito pois expõe a versão instalada do Wordpress e em versões antigas pode permitir explorar possíveis falhas de segurança.
remove_action('wp_head', 'wp_generator');
Links de navegação
Deixo ao vosso inteiro critério a opção de remover ou não os links de navegação. Podem ser úteis para os utilizadores do Opera que usam essa funcionalidade ou para utilizadores com dificuldades para navegação mais simples, no entanto alguns links como os de arquivo podem ser extensos e aumentar ligeiramente o tamanho do blog.
remove_action('wp_head', 'index_rel_link');
remove_action('wp_head', 'parent_post_rel_link');
remove_action('wp_head', 'start_post_rel_link');
remove_action('wp_head', 'adjacent_posts_rel_link');
remove_action('wp_head', 'wp_get_archives');
Com estas pequenas alterações já será possível melhorar, ainda que ligeiramente, o desempenho do vosso Wordpress.
Data: 07 de Outubro de 2009 às 00:03
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