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Tens um blog recente, todos os dias ou todas as semanas escreves um novo artigo mas por mais que te esforces, tirando tu, só a tua mãe ou alguém muito perdido nos motores de busca lê o teu blog.

Aqui temos duas situações, ou estás a fazer um blog pessoal onde só falas de ti ou estás tão empenhando em fazer um blog de sucesso que falhas completamente o teu objectivo.

Homem num portátil a ler o eduardomaio.net

Eu nunca achei piada aos blogs, mas nem me posso queixar de falta de leitores. O guedelhudo de cima não conta porque aquilo é Photoshop, e do mal feito!

Ninguém quer saber o que tu andas a fazer, só se fores uma “autoridade” online ou um famoso qualquer, mas esses já fugiram para o Twitter. Ninguém quer ler a tua opinião se a mesma é forçada e apenas estás a tentar criar conteúdo, aprendi isso nalguns posts sobre o Top Gear noutro blog.

Ninguém vai ler o teu blog se te limitas a copiar notícias e artigos de outras fontes, ou a dar a mesma notícia com o mesmo conteúdo pelas tuas palavras. Para isso vou ao site original.

Então como é podes ter alguém a ler o teu blog? Simples, escreve com paixão e com convicção, não escondas o que pensas porque um leitor pode ficar ofendido.

Eu não vou ler um blog de carros que me diz que saiu um novo Ferrari, eu vou ler um blog cujo autor me diga o que pensa daquele Ferrari. E claro que se a opinião deste blogger me agrada por ser original acabo por seguir o que escreve. Um blog não é uma fonte de noticias mas de opiniões e criticas. Se eu tenho uma opinião, mesmo que vá contra a corrente, eu escrevo sobre isso. Se não gosto da Apple, mesmo que esteja na moda, escrevo sobre isso.

Assim faço um blog original, afinal de contas se estou a escrever sobre o meu nome devo ser parcial e dar a minha opinião sobre os mais variados assuntos. Para ser imparcial tinha feito um site com um teor profissional sobre esta temática.

Se cometeste um dos erros comuns indicados acima ainda vais a tempo de mudar e a tua mãe vai ficar orgulhosa porque deixa de ser a única a ler o teu blog.

A Internet evoluiu bastante, e com ela evoluíram os nossos hábitos. Ninguém tem paciência para uma apresentação em Flash ou para um site que demora mais de 3 segundos a carregar. É mais rápido voltar atrás e clicar noutro resultado do Google do que esperar.

Isto demonstra que o actual utilizador da web tem a atenção de uma criança de 5 anos numa loja de brinquedos. Vai olhar para todo o lado, apanhando informação solta, nunca se focando num só brinquedo.

Mulher aborrecida

E onde quero eu chegar com isto? Por vezes leio blogs que fazem textos enormes, não porque têm muito para contar, mas porque usam “palavras caras” para dizer coisas simples.

Eu também sou vitima dessa doença, e recentemente percebi porquê! O nosso país é burocrático, e somos assim treinados desde pequenos na escola.

Se num qualquer teste da primária temos uma pergunta “Quem atirou o pau ao gato?” e respondemos “O rapaz que canta” vamos ter uma resposta incompleta de acordo com os professores. Para termos toda a pontuação precisamos de responder “Quem atirou o pau ao gato foi o menino que cantou a canção”.

E isto não se aplica apenas a blogs. O texto burocrático lê-se em fóruns, emails, cartas, jornais, revistas. O problema é que online ninguém lê grandes textos com atenção, só se a escrita for simples. Para ler textos literários com muitas letras e que dizem pouco compra-se um livro, na Internet só queremos o resumo.

Ganhamos muito com um texto directo ao assunto, e olhando para alguns posts meus em que escrevo “Hoje vou escrever aqui no blog sobre…” bato com a mão na cabeça ao estilo “Esqueci-me de registar o Totoloto”, que estou a escrever no blog toda a gente sabe, não preciso de o dizer.

Não existe nenhuma receita mágica que garante que um blog ou um site tenham sucesso na Internet. Existem demasiadas variáveis em jogo, no entanto apenas uma garante o insucesso certo de um blog ou site: o gosto ou a paixão pelo que se escreve.

Maybach no Dubai

O meu primeiro site foi sobre carros e tuning. Se na altura ainda nem percebia muito daquilo, fazia o site com gosto e sentia-me motivado a trabalhar nele. Era um site que tinha uma “personalidade”, destacava-se dos restantes. Entretanto fartei-me do tuning e deixei o site morrer porque já não me sentia motivado para continuar a fazer artigos. É certo que o site continua com visitas e com rendimento, mas não é a mesma coisa.

Quando tenho uma ideia para um site novo tenho que o fazer sobre um assunto em que tenha pelo menos conhecimentos, mas também tenho de gostar do tema caso contrário o site vai acabar por cair no esquecimento.

Se fizer um site sobre flores e jardins já sei que vai ser um fracasso. Não percebo nada de flores ou jardins, não sei o que querem ler as pessoas interessadas no tema e só me posso limitar a colocar umas fotografias que ache engraçadas e dizer que são fotografias engraçadas. Até eu, que não percebo nada de flores e jardins, sei que iria ser um site sem interesse.

Portanto para fazer um site de sucesso é necessário que exista gosto pelo tema, para garantir que pelo menos, mesmo que o site continue sem visitas nos primeiros tempos, vamos continuar motivados para ir actualizando e adicionando conteúdo ao site.

Mas nem sempre é assim. Vamos supor que vão fazer o vosso primeiro site na web e o vosso objectivo até é fazer dinheiro online e é algo em que têm interesse (quem não tem? ;) ). Existem vários blogs do género, o primeiro site que criaram foi sobre como fazer dinheiro online, mas nunca o fizeram na vida portanto não têm credibilidade. Não é a mesma coisa que eu ou o Rui Augusto fazermos um site do género, pois já temos projectos de grande dimensão e com resultados interessantes.

Ninguém vai ler mais um site sobre o mesmo que não trás nada de novo, é necessário existir um factor diferenciador, um toque de personalidade que garanta o possível sucesso de um site. Isto só é possível se existir gosto pelo tema em que estamos a trabalhar.

Manter um blog actualizado não é fácil, chegamos sempre a uma altura que não temos nada para escrever. Mas existem pequenos truques que nos ajudam a superar o Writer’s Block e a ter conteúdo sempre fresco, ou de reserva para quando não sai mesmo nada de novo pelas pontas dos nossos dedos.

Netbook Sony Vaio

Quando tenho uma ideia para um novo post tento sempre escrever em algum lado o tópico e uma curta descrição da ideia que tenho. Regra geral uso o Word Mobile ou uma aplicação de notas no telemóvel para guardar estas ideias, que depois transcrevo para o blog.

E porque faço isto? Quando tenho ideias para escrever estou sempre longe do computador, posso estar a conduzir, a passear, a tomar banho. Se não escrevo estas ideias nalgum local vou acabar por me esquecer e o que poderia ser um bom post vai cair no esquecimento.

Com uma lista organizada de tópicos coloco mãos à obra e, quando me sinto com vontade de escrever, começo a dar forma às ideias que tive anteriormente.

Se escrever mais do que um post acabo por o programar para ser colocado no blog mais tarde. Outros cujo conteúdo continuará actualizado por muito tempo, o chamado conteúdo evergreen, ficam guardados como reserva para serem publicados quando tiver numa fase em que não tenho mesmo nada de novo para escrever.

Assim, além de ficar com uma base de dados de ideias para futuros posts, mantenho-me prevenido contra o Writer’s Block e consigo manter o conteúdo de um blog sempre fresco e actual.

Sempre que faço uma instalação do WordPress, seja para utilizar como blog ou CMS existem sempre 5 plug-ins que nunca falham e estão presentes em todas as instalações. Para mim são plugins essenciais, não os dispenso em nenhuma instalação e tornam o WordPress numa ferramenta poderosa, eficaz e segura.

Wordpress Plugin

1) WordPress Database Backup
A segurança é essencial nos dias que correm, nem todos temos acessos a servidores seguros e devidamente mantidos, e mesmo com todas as precauções nunca sabemos quando o azar nos bate à porta.
Fazer backups é uma tarefa chata e muitas vezes esquecemos-nos de os fazer. Este plugin é óptimo porque permite programar um backup diário ou semanal e receber uma cópia da nossa base de dados comodamente no nosso email.

2) WP-Optimize
Ainda na segurança do WordPress, o primeiro plugin que instalo e utilizo é o WP-Optimize por permitir mudar o nome de utilizador facilmente sem ter que recorrer directamente à base de dados. Claro que não o instalo só por essa funcionalidade, pois também permite remover os comentários marcados como spam ou as revisões de posts e ainda optimizar a base de dados, recuperando bastante espaço perdido com lixo e tornando a base de dados mais rápida.

3) Hyper Cache
O Hyper Cache é um daqueles plugins que quem não usa nem sabe o que perde. Um sistema de cache que poupa recursos do servidor e ainda torna o WordPress mais rápido, até permite compressão Gzip. É para mim o melhor sistema de cache do WordPress e o único que conseguiu realmente reduzir a carga no meu servidor a longo prazo.

4) All in One SEO Pack
Ter a opção de alterar a forma como os títulos são apresentados pelo WordPress, poder definir títulos, descrições e keywords por posts é indispensável para mim. É um plugin de SEO simples de usar e bastante completo.

5) Google XML Sitemaps
O Google XML Sitemaps além de gerar um sitemap automaticamente sempre que se publica um novo post ainda permite notificar os motores de busca que suportam aquele protocolo (Google, Bing/MSN, Yahoo, Ask) permitindo uma indexação rápida e eficaz de um blog. As várias opções permitem ainda retirar páginas que não interessam de um sitemap como as categorias ou os arquivos.

Continuando a série do guia de optimização do WordPress, irei agora falar sobre a optimização da base de dados com a redução do espaço utilizado por esta, assim como uma alteração que permite aumentar consideravelmente a segurança do WordPress, tudo com recurso a apenas um plug-in.

Wordpress

Esse plugin “maravilha” é o WP-Optimize. É fácil de utilizar e totalmente seguro para os utilizadores mais inexperientes que não se sentem à vontade em trabalhar directamente com a base de dados através do phpMyAdmin por exemplo.

Optimização da base de dados
O plugin permite facilmente eliminar as revisões de posts, os comentários marcados como spam e optimizar a base de dados. No final o plugin ainda nos indica quanto espaço conseguimos recuperar. Efectuar esta operação regularmente não só vai manter a base de dados do blog mais rápida como vai também poupar espaço limpando algum “lixo” que vai ficando para trás, especialmente agora que as revisões de posts passaram a ser guardadas automaticamente.

Ora, e se escrevermos os nossos posts fora do WordPress ou não tivermos utilidade para a função das revisões de posts podemos desactivá-la, alterando o ficheiro wp-config.php que se encontra na raiz do nosso blog, adicionando a seguinte linha:

  1. define('WP_POST_REVISIONS', false);

Desta forma as revisões dos posts não serão guardadas, no entanto a opção de auto-save do WordPress continuará activa e o trabalho ficará salvaguardado.

 

Segurança
Quase que aposto que o vosso login para aceder ao painel de controlo do WordPress é admin. Acertei? Isto é uma falha de segurança pois torna os possíveis ataques ao blog mais fáceis.

Ora, o WP-Optimize permite mudar o nome de utilizador do WordPress para outra coisa qualquer. Basta em Old username colocar admin e em New username colocar o nome desejado. Até pode ser “Zé Manel do Blog”. Juntando isso a uma password forte, com números, letras e símbolos e conseguimos assim ter uma instalação de WordPress com um nível de segurança acima da média.

Continuando a série do guia de optimização do WordPress, irei agora falar um pouco sobre os sistemas de caching. Um sistema de cache guarda uma cópia de uma página que normalmente é processada em tempo real pelo servidor antes de ser enviada para o utilizador tornando o acesso muito mais rápido ao blog e poupando recursos no servidor.

Wordpress

Existem vários plugins de cache para o WordPress, os 3 mais usados são o WP Super Cache, o Hyper Cache e o WP-Cache, mas este último já não é actualizado desde 2007.

Testei os 3 plugins quer localmente quer num servidor de produção com benchmarks e análise de tráfego real e o que obteve resultados mais satisfatórios a longo prazo foi o Hyper Cache e é nele que me vou basear para este guia.

A grande vantagem do Hyper Cache sobre o WP Super Cache é a possibilidade de desactivar o chamado “garbage clean” ou “autoclean” e definir um tempo de vida do cache ilimitado, assim apenas quando publicamos um novo post ou aceitamos um comentário é que algumas páginas em cache são eliminadas, ao contrário do WP Super Cache que possuia um processo que corria a cada 10 minutos para verificar se existiam páginas em cache expiradas e fazia a sua eliminação.

Atenção! Antes de efectuar qualquer destas alterações é altamente aconselhável efectuar um backup para poder ser reposto caso ocorra algum erro.

 

Hyper Cache

Após instalar o plugin Hyper Cache necessitamos de alterar o ficheiro wp-config.php que se encontra na raiz do nosso blog e adicionar a seguinte linha de código:

  1. define('WP_CACHE', true);

Agora podemos activar o plugin e passar à sua configuração. Pessoalmente, e baseado nos testes que efectuei, passo a explicar a configuração mais eficaz

Opções seleccionadas
As opções a activar são Enable compression, Disk space usage e Redirect caching.

A opção Enable compression e Disk space usage são sempre activadas em conjunto, o que isto faz é comprimir a página em disco e serve a página directamente já comprimida. Isto não só poupa recursos no servidor como reduz o tamanho da página entre 60% a 70% e torna o acesso muito mais rápido. Esta opção no entanto não funciona quando temos login efectuado, portanto o método mais eficaz de verificar as diferenças de velocidade no acesso é fazer logout ou usar um browser alternativo.

A opção Redirect caching guarda em cache os redireccionamentos que o WordPress faz para as páginas que não existem, dando o erro HTTP 404.

Dados de configuração
Em Cached pages timeout e Cache autoclean indicamos o valor 0 (zero). Tal como expliquei anteriormente, as páginas assim ficam em cache até serem modificadas, poupando recursos no servidor sem qualquer alteração na experiência do utilizador.

Em Cache invalidation mode escolhemos a opção Only modified posts, seleccionando a opção em baixo Invalidate home, archives, categories on single post invalidation. Com estas opções ao colocarmos um novo post, editarmos um post existente ou um comentário a cache desse post, assim como a cache dos arquivos, categoria e homepage serão eliminados e recriados novamente com os dados actualizados.

 

E agora que o plugin está devidamente configurado podemos relaxar e observar os óptimos resultados, tudo o resto será efectuado automaticamente. Reparem apenas que a cache de um blog é feita consoante os acessos efectuados ao site e este não é colocado totalmente em cache de imediato. Podem verificar este comportamento acedendo através de um browser alternativo a várias páginas e verificando o contador de páginas em cache do Hyper Cache.

 
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eduardomaio.net - Às vezes mais valia ser Agricultor do que Programador
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