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O povo português é previsível e tem a memória curta. Já Salazar dizia que éramos o povo dos 3 éfes, e acho que ele tinha muita razão.

Já me estou a mentalizar que este Verão vou ter que ouvir as vuvuzelas sempre que Portugal jogar no mundial, e a culpa é da Galp!

Vuvuzelas da Galp

Em 2008 o Mais Gasolina tinha visitas que nunca mais acabavam, isto porque se estava a fazer um boicote contra a Galp, a BP e a Repsol por causa dos elevados preços dos combustíveis, fruto do petróleo a $150.

Estamos em 2010, o petróleo está a menos de $80 mas os preços dos combustíveis estão apenas 10 cent/litro mais baratos e ninguém reclama. Em vez de boicotes temos agora portugueses a largar 1 Euro para comprar à Galp uma vuvuzela de apoio à selecção nacional.

Os combustíveis estão caros, o IRS e IVA vão aumentar, mais empresas fecham as portas. Não faz mal, o Benfica foi campeão, o Papa veio a Fátima e a Galp até está a vender umas vuvuzelas para apoiarmos a selecção! Só falta a Mariza fazer um fado acompanhado pela vuvuzela e temos os 3 éfes completos.

Felizmente não sou o único a achar que as vuvuzelas são uma aberração, aliás existem grupos que estão a tentar banir o uso deste “instrumento” durante os jogos do mundial na África do Sul. Equipas, jogares, treinadores e até serviços de transmissão televisivos estão contra o barulho destas cornetas artesanais. Treinadores e jogares queixam-se que as vuvuzelas tornam impossível a comunicação durante o jogo e as estações televisivas queixam-se que o barulho das vuvuzelas torna a transmissão áudio impossível.

Só mesmo a Galp para trazer algo tão positivo para Portugal.

Um dos erros mais comuns em termos de usabilidade, de acordo com o UseIt.com de Jakob Nielsen, é a abertura de novas janelas quando se clica num link.

Se ainda usas esta técnica do passado então fica a saber que a tendência dos teus utilizadores é fechar a janela e mudar de site.

Rapariga frustrada com portátil

Muita coisa mudou desde 1999, e já nessa altura se dizia que a abertura de novas janelas era desaconselhável. Na altura poucos browsers tinha suporte a abas (tabs) e infelizmente usar o target=”_blank” era um mal necessário em certos casos.

Abrir links externos numa nova janela
Uma ideia muito errada é a de abrir o site de terceiros numa nova janela. Se um dos teus utilizadores carregar num link para um site externo e não gostar do conteúdo, o instinto normal é carregar no botão “Voltar” e continuar a navegar no teu site. Se abres um link numa nova janela, o instinto do utilizador é entrar num motor de busca como o Google e efectuar uma pesquisa e ir para outro site diferente.

Ao abrir uma nova janela na tentativa de não perder uma visita, estamos afinal a mandar o utilizador embora.

Vamos supor que um utilizador ao ver este artigo decide visitar primeiro o site do Jakob Nielsen. Dá uma vista de olhos e decide voltar atrás para ler este artigo, basta carregar no “Voltar”. Se quiser, como é um link normal, pode clicar com o botão do meio e abrir o link numa nova aba (tab). O utilizador tem assim liberdade na sua navegação, proporcionando uma melhor experiência.

Pop-ups
Juntamente com a abertura de novas janelas estão os pop-ups. Browsers como o Chrome ou o Firefox nas suas últimas versões apenas colocam um pequeno ícone a indicar que um pop-up foi bloqueado. Para o utilizador comum aquela informação é imperceptível e a ideia com que ficam é que clicaram num link que não funciona ou que os manda de volta para a mesma página. Neste caso, se for mesmo necessário desviar a atenção do utilizador para outra informação o melhor é usar uma janela modal.

Aconselho uma visita ao site do Jakob Nielsen, principalmente na secção Alertbox para ver os erros mais comuns em termos de usabilidade de forma a melhorar os nossos sites.

Já andava de olho nos monitores LED pelo seu baixo consumo, principalmente porque o consumo anunciado de um monitor 24″ em LED era o mesmo de um monitor 17″ LCD que já possuía. Mais ecrã pelo mesmo consumo é interessante mas não compensava a troca.

No entanto ao ver a qualidade do ecrã LED do Acer Ferrari One mudei de ideias.

LG W2486L LED

Sempre tive LCD’s da LG, apesar de ter trabalhado com outros de várias marcas como Acer, Asus, Benq ou Samsung. O meu anterior LCD era um LG 1720B e tinha um consumo normal de 23w com o brilho baixo, pois estar durante várias horas a navegar na web sobre um branco vivo não é agradável.

Ainda estou a acertar as cores é certo, mas consegui em modo de Cinema colocar o LG W2486L a consumir apenas 15 watts! Estamos a falar de uma tela de 24″ com resolução 1920×1080. Uma redução de 8w no consumo energético e mais espaço para trabalhar.

Ainda acho o branco demasiado vivo em telas totalmente preenchidas com essa cor. Já o preto até dá gosto de ver, passou a ser mesmo preto e não um cinzento morto.

Ao contrário de um LCD comum, o monitor é fresco ao toque. E por falar em toque, este LG tem botões touch e basta passar o dedo à sua frente para os leds acenderem. Outra ideia interessante é a possibilidade de desligar o LED que indica que o monitor está ligado ao visualizar um filme por exemplo.

Como tinha indicado quando iniciei o blog, criei este espaço para escrever não só sobre web development e programação, mas também de outros assuntos que ficariam fora de contexto no Gosto mais de Carros do que Chocolates.

Hoje escrevo do ambiente e da Earth Hour e as ideias erradas que este evento está a trazer no que se deve fazer para reduzir emissões.

Earth Hour

Eu preocupo-me bastante com o ambiente, tento ao máximo reduzir o meu impacto e em termos de emissões de CO2, não só ajudo o ambiente como poupo uma quantia considerável ao final do ano. Por alguma razão converti a minha viatura para GPL, optei por um computador de baixo consumo e em casa não existem aparelhos em stand-by e as lâmpadas são todas de baixo consumo. Até na água, o simples fechar de uma torneira no duche ou enquanto se lava os dentes poupa recursos e tanto a carteira como o ambiente agradecem.

Com isto dito, apenas para não me chamarem de hipócrita e perceberem o meu ponto de vista, acho que a Earth Hour é uma aberração para aqueles que acham que as alterações climáticas são uma invenção. É que estas pessoas menos informadas pensam que basta desligar as luzes 1 hora por ano para salvar o planeta.

Hipócrita é desligar as luzes na Earth Hour e durante o resto do ano deixar luzes acesas, computadores ligados sem estarem a trabalhar ou conduzir sem praticar ecodriving.

Percebe-se então porque certas cidades que estão a adoptar medidas que funcionam estão a diminuir a sua participação nesta iniciativa. Infelizmente acabam por ser criticadas pelos hippies ambientalistas. O que interessa afinal, começar a usar painéis solares, luzes de baixo consumo, equipamentos com eficiência superior a 85% ou desligar as luzes por apenas uma hora, sem poupar no resto do ano?

As legendas automáticas no Youtube já tinham sido anunciadas à algum tempo e já existiam demonstrações online desta fantástica tecnologia que traduz voz para texto.

No entanto ao visualizar uns vídeos do Seth MacFarlane, criador do Family Guy descobri que esta tecnologia também traduz o que um cão ladra para inglês!

Youtube CC

É claro que estou a brincar. Enquanto via alguns dos vídeos do Seth li nos comentários que as legendas automáticas aumentavam o nível de comédia, até que cheguei a um vídeo onde um cão ladrava e as legendas começaram a mostrar palavras bastante complexas em inglês.

Será este o futuro da comunicação entre o homem e o seu melhor amigo? :lol: Divirtam-se, acedam a A Dog on the $25,000 Pyramid e liguem as legendas (CC).

Eu não gosto de me meter nestas tretas dos blogs com conotações políticas, aliás abomino a “blogosfera”, é feita de snobs que se acham grandes intelectuais porque com meia dúzia de cliques fizeram um blog sem saber ler ou escrever.

No entanto quando usam a vitimização a seu favor sobre um assunto no qual são ignorantes e falam com toda a razão no mundo existe algo cá dentro que ferve.

Bebé Chorão

Existem vários exemplos destes, um dos mais conhecidos foi o do blog Abrupto do Pacheco Pereira, onde se queixava que existia um “falso” Abrupto com conteúdos para adultos. Deu-se ao trabalho de escrever um post sobre isto onde falava sobre falsificar rankings no Google, PageRank e mais uma panóplia de coisas de que não percebe.

O Pacheco Pereira falar de SEO faz tanto sentido como o representante da Quercus falar da velocidade de passagem que uma caixa DSG proporciona.

Mas lá fizeram a vontade ao senhor Pacheco Pereira e lá começaram a colocar links para o Abrupto para ele subir nas páginas de resultados. Esta falsificação de rankings… :lol:

Mas este blog ainda tinha alguma fama, já a mais recente vitimização veio de um blog desconhecido, o Aventar. Estes senhores para tentarem ter algumas visitas e reconhecimento decidiram lançar um anúncio provocatório num jornal, mas a coisa correu mal. É que para ter um blog online não basta instalar o WordPress, meter uns plug-ins que “dizem que são bons” e deixar andar.

Ora, se o Mais Gasolina quando apareceu na RTP já estava preparado para tal com conteúdo estático teve um pico esperado de visitas e o servidor aguentou-se à bronca a responder a 400 pedidos por segundo, imaginem o resultado num serviço de alojamento partilhado com uma má instalação de WordPress.

É claro, o site ficou inacessível, algo que se resolvia se seguissem este guia. Alojados num serviço de alojamento partilhado rapidamente o serviço caiu. Mas a culpa foi atribuída a uma conspiração do governo de José Sócrates, a inabilidade de preparar um site para um pico de visitas nada teve a ver com o assunto.

Com o site em baixo e sem saber o que fazer rapidamente se apressaram a lançar o boato. “Peço-lhe encarecidamente que retire todos os links que fez para o Aventar. A Esotérica não desbloqueia o acesso ao blogue enquanto não retirarmos o anúncio reativo ao primeiro-ministro.”, comentaram no Blasfémias, mas sei de fonte segura que isto nunca foi indicado. Ao Público indica que “Agora, também é verdade que 200 visitas numa hora mandar abaixo um servidor é razão para mudarmos de alojamento e não motivo para imaginarmos situações mais complicadas.”, no entanto as visitas foram medidas com o Sitemeter, um contador em Javascript que apenas conta uma visita quando a página é carregada.

Ora, no Mais Gasolina a diferença entre um contador semelhante (Google Analytics) e os pedidos efectuados ao servidor foram cerca de 20.000 utilizadores únicos a menos.

E afinal onde quero chegar com isto? Utilizar a vitimização como forma de propaganda através de factos funciona, já o mesmo cenário com dados incorrectos faz levantar umas sobrancelhas, e se a “treta” passa nalguns meios mais desinformados, noutros locais atiram-se os factos cá para fora e a credibilidade acaba por cair no meio onde estão envolvidos. E se a curto-prazo é um óptimo link-bait, a longo prazo acaba por denegrir completamente o bom nome do site/blog/projecto/etc.

Registamos um domínio e vamos dar início a um novo projecto online, provavelmente o primeiro. Chega a altura de fazer uma escolha difícil: qual o fornecedor de alojamento web escolher?

As escolhas são muitas, do nacional ao estrangeiro e do caro ao barato. Existe mercado para todos e cada solução deve ser estudada de acordo com o tipo de projecto a desenvolver.

Servidores Dell

Regra geral todos começamos por baixo, o meu primeiro site até foi alojado num espaço gratuito fornecido pela Netc, mas isto em 1999 e apenas estava a dar os primeiros passos. Hoje em dia qualquer projecto que se preze e que queira ter algum sucesso e possibilidade de evolução necessita de um domínio próprio e um serviço de alojamento profissional.

Existem actualmente na maioria dos fornecedores web 3 ou 4 tipos de alojamento. Temos os serviços de alojamento partilhado, os serviços de servidores virtuais (VPS) e semi-dedicados (VDS) e por fim os servidores dedicados.

Alojamento Partilhado
O alojamento partilhado é o serviço de baixo custo. Estamos a falar de uma máquina que pode ser partilhada por vários clientes (valores a rondar as centenas), os recursos são limitados pois são partilhados por todos os clientes e não existe uma isolação entre domínios. Por exemplo se um cliente tiver um site que use bastantes recursos os restantes sites naquela máquina irão ficar lentos.

Existem alojamentos que limitam o número de domínios por máquina, usando esse valor a seu favor, no entanto nestes casos os serviços de alojamento têm um custo superior.

Neste tipo de alojamentos o acesso ao ambiente da máquina é extremamente limitado e não é possível efectuar alterações nas configurações do servidor.

Servidor Virtual (VPS)
O serviço de VPS (servidores virtuais) está acima de um alojamento partilhado pois permite um acesso remoto à máquina, a instalação de aplicações e configuração especifica. São em percentagem mais dispendiosos que os serviços de alojamento partilhado, no entanto possuem recursos dedicados para o cliente, além de mais espaço em disco e tráfego superior.

Os VPS permitem ter o ambiente de um servidor dedicado, no entanto os recursos são menores. Alguns hosts garantem 256MB de RAM e uma percentagem dos recursos do CPU, existindo no entanto alguns recursos partilhados entre clientes. Estas máquinas têm menos utilizadores alocados e são suficientes para a maioria dos projectos.

Servidor Semi-Dedicado (VDS)
Um VDS é um servidor dedicado virtual (Virtual Dedicated Server) ou semi-dedicado. Funcionam da mesma forma que um VPS, no entanto os recursos disponibilizados são superiores e não existe partilha de recursos entre os utilizadores da máquina, funcionando em ambientes isolados. São máquinas que normalmente possuem entre 4 a 8 clientes, sendo um bom compromisso para um projecto que necessite de muitos recursos mas que não justifique o investimento num serviço de alojamento dedicado.

Servidor Dedicado
Melhor que um servidor dedicado só vários servidores dedicados. O servidor dedicado consiste numa máquina física totalmente dedicada a um cliente, todos os recursos que a máquina tiver são alocados àquele cliente sem limitações. Permitem um nível de configuração superior com a escolha de mais RAM, processador superior ou sistemas de Raid.

Claro que estes sistemas têm um preço elevado, no entanto são um investimento seguro para que tem um ou vários sites rentáveis e que necessitam de um acesso rápido.

Qual se adequa ao meu projecto?
Dependendo do tipo de projecto, normalmente um bom ponto de partida é um serviço de alojamento partilhado e conforme as necessidades ir evoluindo para outros serviços. É claro que um bom serviço de alojamento web tem o seu custo e se queremos uma taxa elevada de disponibilidade e um acesso rápido temos que investir.

Efectuar um desenvolvimento ponderado e com a poupança de recursos em mente é um bom ponto de partida para evitar um acesso lento num servidor mais sobrecarregado.

Além destes pontos é também de considerar o sistema operativo (Linux/Windows) do serviço conforme o tipo de programação utilizada. Depois temos também o tipo de painel de controlo utilizado, mas este tema puxa mais pela opinião pessoal de cada um.

 
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eduardomaio.net - Às vezes mais valia ser Agricultor do que Programador
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