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Em Julho de 2008 iniciei um projecto para criar um computador silencioso e de baixo consumo, mas que tivesse performance suficiente para jogar. Era arrefecido a água e bastante silencioso mas com o tempo foi-se tornado mais ruidoso e decidi começar de novo, mas optei pelo aircooling e pelo arrefecimento passivo de componentes.

Os resultados são surpreendentes!

Silent Life Project - Aircooled Stage

Primeiro devo explicar porque é que o meu computador se tornou cada vez mais ruidoso, até porque num vídeo que coloquei não se ouve nada. Tudo começou com os discos, depois de um Samsung ter avariado decidi usar dois em Raid1. O ruído aumentou assim como as vibrações e a performance não era a melhor por serem de 5400RPM.

Optei então por dois Seagate também de 2.5″ mas de 7200RPM. São considerados os discos mais silenciosos do mercado (tirando os SSD, óbvio) mas mesmo assim vibravam um pouco e a minha velhinha Chieftec já não estava nas melhores condições para absorver as vibrações.

A bomba de água já era antiga e começou também a fazer algum ruído e já não tinha o computador super-silencioso que tinha montando no inicio. Para ajudar à festa o meu depósito de água estalou e começou a derramar. Foi, literalmente, a última gota de água :lol:

A opção pelo Aircooling

O watercooling era a única opção para quem queria um computador silencioso e rápido. Felizmente as coisas mudaram e agora temos torres para arrefecer processadores com ventoinhas de 140mm e uma panóplia de produtos para arrefecimento passivo. Até fontes passivas com qualidade já existem no mercado.

O watercooling continua a ser mais eficiente e silencioso quando um computador está em full load, mas a manutenção associada e o ter que esvaziar o circuito sempre que é necessário efectuar alguma alteração acabam por ter um peso negativo que favorece o aircooling.

Voltei então à bíblia dos computadores silenciosos, o Silent PC Review, e comecei a escolher novamente os componentes a dedo. O primeiro passo foi optar pelo Artic Cooling Accelero S1 Plus, afinal se é passivo não faz ruído e os testes demonstravam que a gráfica se aguentava bem a 80º. Depois veio a indecisão do cooler para o processador, mas acabei por começar a pensar em trocar de caixa primeiro, afinal de contas se já não ia usar watercooling não precisava de ter uma caixa com janela para detectar fugas. Optei pela Fractal R3 e como iria ter uma caixa fechada pude finalmente escolher um cooler da Noctua para o processador, é que as ventoinhas são um bocadinho feias :lol:

Noctua NH-C12P SE14

Após muito pesquisar acabei por me decidir pelo NH-C12P SE14 da Noctua. É muito mais leve que o NH-D14 e ao levar apenas uma ventoinha faz menos ruído e consome menos energia. E com um processador como o E7200 com um TDP de 65W é mais do que suficiente.

Como a posição da ventoinha é mais “convencional” e aponta directamente para a motherboard sempre vai ajudar a arrefecer os componentes desta. E uma vez que a gráfica vai ficar em modo passivo vai ser uma boa ajuda para arrefecer aquela área.

O NH-C12P SE14 já instalado com a ventoinha de 140mm
O NH-C12P SE14 já instalado com a ventoinha de 140mm

A instalação é bastante simples e é compatível com vários sockets, incluindo os novos LGA2011. Fiquei um pouco de pé atrás com o facto do dissipador usar apenas dois parafusos para prender à backplate, mas fica bem preso.

Artic Cooling Accelero S1 Plus

Se o que queremos é silencio temos que optar por componentes silenciosos. E sem partes móveis o Artic Cooling Accelero S1 Plus é perfeito.

De inicio estava bastante apreensivo porque a gráfica é o componente mais quente do meu computador. Arrefecido a água chegava aos 42º a jogar, então em passivo iria ter a gráfica a chegar aos 90º. Como tinha o Turbo Module disponível decidi avançar com a compra e testar, e ainda bem que o fiz!

A instalação deste cooler é demorada por causa dos heatsinks para a RAM e a VR. Só para preparar a massa térmica adesiva da Artic Cooling são precisos 5 minutos e depois a gráfica tem que ficar umas 4 horas a curar o adesivo caso contrário não vai colar correctamente. Tirando isso é um óptimo produto.

Os heatsinks da RAM e VR na ATI HD3870
Os heatsinks da RAM e VR na ATI HD3870
Artic Cooling Accelero S1 Plus montado na HD3870
Artic Cooling Accelero S1 Plus montado na HD3870

Scythe Quiet Drive 2.5″

Depois de tudo montado a única coisa que ouvia em idle eram os discos. Comprar discos SSD estava fora de questão (700 Euros por 512GB :lol: ) então optei por tornar os que tinha ainda mais silenciosos. Comprei dois Scythe Quiet Drive e deixei de ouvir os discos, apenas ouvia uma pequena vibração quando os discos estavam a ser usados com mais frequência.

Scythe Quiet Drive
Scythe Quiet Drive

Montei então os Scythe já de si silenciosos em cima de espuma e agora só consigo ouvir os discos de madrugada se tiver o ouvido quase encostado ao computador.

Fractal Design Define R3

Como a minha antiga Chieftec já não estava nas melhores condições pois tinha a frontal de plástico a vibrar decidi optar por uma caixa nova e já insonorizada. Se tenho o carro insonorizado porque não o PC?

Esta caixa já permite ter ventoinhas de 120mm em todo o lado, tem uma porta à frente que para mim é indispensável e tem um aspecto sóbrio e elegante. A caixa já trazia duas ventoinhas de 120mm mas claro está, tive que as trocar por umas Nexus D12SL ;)

A qualidade de construção da caixa é boa, apenas os painéis laterais pecam por serem demasiado “frágeis”, mas também venho mal habituado de uma caixa com laterais em aço japonês de 0.8mm. O espaço para a arrumação de cabos é bom, embora uma fonte modular ajude bastante.

Os acabamentos são excepcionais sem arestas vivas, com muitos sítios para colocar abraçadeiras a prender cabos e com bom aspecto no interior. Até os pés da caixa têm bastante borracha isolando vibrações. Nota-se que foi feita com gosto.

Duas Nexus D12SL a fazer intake
Duas Nexus D12SL a fazer intake

O único problema que tive foi para montar o Zalman MFC2 que teve que ficar recolhido para dentro da caixa porque a tampa não tem espaço suficiente para fechar.

Zalman MFC2
Zalman MFC2

A fonte de alimentação continua a ser a Seasonic S12-500w, mas como a ventoinha original começou a fazer uns cliques irritantes substitui-a por uma Nexus D12SL ligada directamente ao controlador da própria fonte que a tem sempre a rodar a uma velocidade lenta. Pena não ser modular pois ajudava bastante a reduzir o número de cabos mas como os consegui arrumar de forma a não prejudicar o airflow não vou trocar de fonte.

Visão geral do interior da caixa
Visão geral do interior da caixa

Testes e resultados

O computador tem no total 5 ventoinhas, 4 Nexus de 120mm e uma Noctua de 140mm. Tirando a ventoinha controlada pela fonte de alimentação as restantes estão a 360rpm. Com a temperatura ambiente a 21º o processador anda nos 32º e a gráfica nos 40º em idle. Se abrir um vídeo em 1080p a gráfica sobe apenas 2º.

Se colocar as ventoinhas no máximo consigo temperaturas tão boas como com watercooling, mas com mais ruído. O grande teste foi abrir o F1 2011 e deixar o jogo a correr no menu que curiosamente produz mais calor do que a jogar :lol:

O computador ficou ali cerca de 30 minutos com as ventoinhas a 360rpm (inaudível portanto) e as temperaturas máximas foram de 46º para o processador e 70º para a gráfica. Assim que começava a jogar reduzia a carga e a gráfica descia para os 62º sem mexer nas ventoinhas.

Visão geral do exterior da caixa
Visão geral do exterior da caixa

O melhor de tudo é que só sei que o computador está ligado porque tenho o led no topo porque está inaudível ;)

Esta é a configuração actual da minha máquina, sem alguns periféricos que não fazem propriamente parte do projecto como o UPS ou a impressora.

Hardware:
- Caixa Chieftec TX10BD (Scorpio)
- Fonte Seasonic S12-500w
- Motherboard Asus P5Q Pro
- Processador Intel C2D E7200
- RAM OCZ Reaper PC8500 2x1GB
- Gráfica Asus EAH3870 512MB
- Placa de Som Audigy 2 Platinum eX
- Discos: 2x Samsung 320GB SATA 2,5" (Raid 1)
- Leitor de cartões Revoltec

Arrefecimento:
- Bomba Eheim 1046
- Bloco AquaComputer Cuplex Pro Rev3 (CPU)
- Bloco EK FC 3870 Acetal (GPU)
- Reservatório Innovatek Tank-O-Matic
- Radiador Airplex Evo 360

- 1 ventoinha Nexus D12SL 120mm (radiador)
- 2 ventoinhas Nexus SP082512L 80mm (outtake)

Modding:
- Lateral com acrilico
- Base em acrilico
- Leds azuis
- Coolermaster Aerogate II
- Suportes radiador AquaComputer

Após 2 horas a jogar Race Driver: GRID tive o meu primeiro BSOD (Blue Screen of Death). O processador encontrava-se a 43º enquanto que a gráfica, na parte das memórias, estava a 67º!

É o que dá quando se joga com o radiador em passivo e as 3 ventoinhas na caixa a aproximadamente 360rpm.

Coloquei então uma das Nexus D12SL no topo do radiador e aumentei a rotação às restantes, estando tudo a funcionar a 720rpm, após terem estado 5 minutos a rodar a 12v enquanto escrevia este post para a máquina arrefecer.

Apenas por curiosidade, a jogar Race Driver: GRID o computador tem um consumo total de 201w com resolução a 1280×1024, 4xAA e restantes efeitos em High. As gráficas andam a consumir energia que é uma coisa doida.

Ia ficando careca de tanto puxar os cabelos à procura de ventoinhas, parece que todas as lojas nacionais agora só sabem vender Noctua que são feias que doi, outras lojas nem vender sabem!

Procurei por ventoinhas da Nexus ou em alternativa da Scythe em 80mm, encontrei então as da Nexus à venda em duas lojas, uma nem resposta me deu, outra indicou-me uma alternativa à umas Nexus Real Silent de 80mm e 17.6dB que tinha pedido: Umas ventoinhas da Spire de 120mm (não de 80) que fazem 38dB!

Desisti de tentar ajudar a economia nacional e encomendei 4 ventoinhas Nexus e 2 suportes em silicone também da Nexus no site holandês Silent PC Shop.

Após uma semana chegou a encomenda.

Material Nexus
Material Nexus

Duas Nexus D12SL de 120mm, duas Nexus SP802512L de 80mm e dois suportes em silicone de 80mm para absorver os ruídos.

Antes de ter recebido a encomenda fiz alguns testes e cheguei à conclusão que tinha mais efeito ter uma ventoinha a puxar o ar quente do que uma a meter ar fresco, tanto que até o consumo de energia baixou 2w durante os testes, parece que o calor prejudica bastante a eficiência dos componentes.

Assim, e como já sabia onde iria colocar as ventoinhas comecei a passar cabos, liguei tudo e regulei as ventoinhas à procura de ruído ou de vibrações para garantir que a instalação estava correcta.

Nexus D12SL
Nexus D12SL a fazer intake
Nexus D12SL
Nexus D12SL a fazer intake

Eu sei que a ventoinha de intake não está grande coisa, o local ali é para duas ventoinhas de 80mm e a bomba de água está a tapar metade da ventoinha. No entanto não existem ruídos adicionais do ar a bater na bomba de água, e esta assim sempre vai sendo arrefecida de forma activa já que o radiador se encontra de momento em modo passivo.

Nexus SP802512L
Nexus SP802512L em outtake

Aqui as duas SP802512L a fazer outtake nos suportes originais da Chieftec com os suportes em silicone na traseira para reduzir vibrações para o chassis.

Fiquei muito satisfeito, têm um bom airflow e não têm nenhum ruído caracteristico como algumas das ventoinhas que já experimentei. Consomem também pouca energia o que é positivo e o contraste preto/branco até lhes dá um ar distinto e não fica muito mal na caixa.

Entretanto sobrou uma ventoinha de 120mm, o objectivo era colocar esta nas baías de 5.25″ uma vez que o ar tende a aquecer bastante ali, mas com alguns dos cabos que lá passam tornou-se complicado de a colocar lá. Pode ser que a coloque no radiador com um switch on/off para aquelas tardes mais quentes de verão a jogar.

O consumo em idle do computador passou de 114w para 112w.

Agora que tenho o MFC2 tenho feito vários testes com o consumo energético do computador. Vou comparando as diferenças entre ter um browser aberto, um programa de edição de imagem ou até a desfragmentação do disco vendo as diferenças de consumo.

Preocupo-me bastante com o ambiente e faço o que está ao meu alcance para reduzir o meu impacto no mesmo, não me fico pelas emissões de CO2 que estão na moda, mas também pela reciclagem ou a redução do consumo de água. O ambiente agradece e a carteira também.

Lembrei-me então do hype em torno do Blackle e todos os sites cópia que apareceram (tipo Mais Gasolina vs GasMappers) e muita gente quer em blogs ou fóruns a dizer que estavam a salvar o planeta porque poupavam muita energia.

Eu alertei que num CRT isso poderia ser possível mas os ganhos iriam ser mínimos a não ser que fosse um monitor muito antigo, já num TFT provavelmente o efeito seria o inverso, inclusivé no Techlogg fizeram um teste onde comprovaram isso mesmo.

Decidi então testar em vários browsers de forma repetida as diferenças no consumo energético entre o Google e o Blackle e os resultados foram sempre os mesmos: 112w de consumo com o Google, 113w de consumo com o Blackle.

Decidi então aumentar o brilho para o máximo do monitor e os resultados foram semelhantes: 120w de consumo com o Google, 122w de consumo com o Blackle.

O monitor que uso é um LG1720B e os resultados são semelhantes aos restantes LG, Benq e NEC testados.

Portanto usar o Blackle não reduz o consumo de energia e emissões de CO2, bem pelo contrário. E não, o Blackle não é uma iniciativa do Google.

Ontem recebi o Zalman ZM-MFC2 mas só hoje tive oportunidade de o montar e testar devidamente, partilhando os meus resultados aqui.

A unidade tem muito bom aspecto e a construção é bastante sólida, muito superior ao Aerogate II que tinha onde os botões tinham uma folga enorme e as letras já tinham desaparecido por causa do uso.

Numa review no SPCR disseram que este controlador explorava acima de tudo o factor “bling”, mas tenho que discordar. O seu design é sóbrio e fica bem em caixas com design simples sem grandes alterações nem luzinhas a piscar por todos os lados. Tem sim bom aspecto, e tendo em conta a maioria dos controladores que existem no mercado isto é um ponto a favor, principalmente comparando com as árvores de Natal que são os controladores da Aerocool!

Algo que aprecio bastante no MFC2 é a sua ausência de ruído ao ligar, ao contrário do Aerogate II que emitia dois beeps bem altos e irritantes.

Um ponto contra em termos de usabilidade é a necessidade de carregar em Mode para poder controlar a velocidade de uma ventoinha em vez de se rodar apenas o botão principal e controlar o último canal seleccionado, mas como raramente controlo a velocidade das ventoinhas não é algo que a longo prazo me chateie, pelo menos espero eu. Já no Aerogate tinha que o fazer várias vezes porque este não se “lembrava” da rotação exacta a que as ventoinhas deveriam rodar.

Outro ponto contra é a sua visibilidade. Do local onde me encontro consigo ler tudo rapidamente, menos a primeira temperatura uma vez que o primeiro digito não fica totalmente visivel e tenho que inclinar ligeiramente a cabeça. Para quem tem a torre noutras localizações (no chão por exemplo) deve ser dificil ler o seu display.

Na minha opinião o Zalman poderia trazer mais algumas extensões de 3pin-3pin, como tenho algumas não me fazem falta, mas são essenciais para uma boa arrumação dos cabos. Já a favor, o cabo que permite ligar duas ventoinhas indicando a velocidade de uma destas, perfeito para quem tem mais do que uma ventoinha à mesma velocidade a fazer intake ou outtake ou até num radiador.

No geral é um óptimo produto, o indicador de consumo sobe e desce de forma eficaz, permite uma regulação entre os 4v e os 11v o que me ajudou a reduzir a quantidade de cabos no computador, pois ainda usava uns redutores de voltagem da Akasa nos canais do Aerogate para conseguir baixas rotações e ruído reduzido, e ainda a ausência de um alarme ao ligar a unidade.

Consumo eléctrico do Silent Life project

Após a instalação do MFC2 decidi fazer uns pequenos testes para saber qual o consumo da minha máquina. A ideia é ligar o CVS directamente ao meu UPS para saber o consumo real do sistema e não apenas do que é alimentado pela fonte de alimentação.

De qualquer forma liguei-o primeiro apenas à fonte de alimentação para comparação com outros dados de alguns testes noutros sites e fiquei satisfeito em saber que tinha um sistema <100w, consumindo 84w em idle.

Consumo eléctrico apenas dos componentes dentro da torre
Consumo eléctrico apenas dos componentes dentro da torre: 84w

Lá fiz a ligação directamente ao UPS, lendo assim o consumo eléctrico real do sistema com todas as perdas de energia pelo caminho. Assim consigo ler o consumo do computador em si, do monitor, bomba de água, modem/router e claro do próprio UPS que também consome alguma energia.

Consumo eléctrico real do sistema
Consumo eléctrico real do sistema: 114w

Um total de 114w em idle, não é <100w mas anda lá perto no entanto não deve descer mais do que isto. Achei no entanto estranha a diferença de 30w entre os valores uma vez que o meu monitor, um LG 1720B, tem um consumo anunciado de 33w, mas com o brilho reduzido que uso diáriamente consegui um consumo de apenas 21w, lendo o Zalman em idle com o monitor desligado um consumo de 93w, o que indica que a bomba de água, o UPS e o router/modem consomem teóricamente cerca de 9w.

Continuei com os testes e decidi colocar o Test Drive Unlimited a correr uma vez que o Sims 2 (sim, eu ainda jogo Sims 2) corre quase sempre com a gráfica a 300MHz e pouco puxa pelo processador sendo a velocidade deste reduzida pelo EPU-6 Engine. A jogar Sims 2 com todas as opções ligadas e resolução de 1280×1024 o consumo eléctrico do sistema não passa dos 125w.

Então, com o Test Drive Unlimited tenho um consumo máximo de 145w, embora este valor baixe para os 140w a jogar normalmente. Tive que andar a fazer peões para que o efeito do fumo no ar aumentasse o consumo eléctrico. :lol: Já sei que fazer peões no TDU é mau para a conta da luz. :lol:

Consumo eléctrico a jogar TDU
Consumo eléctrico a jogar TDU: 145w

Depois corri o CPUBurn e o Prime95, tendo este último dado um valor energético mais alto, provavelmente por usar a ram mais intensivamente, e o valor foi de 130w.

Consumo eléctrico a correr Prime95
Consumo eléctrico a correr Prime95: 130w

E por fim uma foto do MFC2 devidamente instalado.

Zalman ZM-MFC2
O Zalman ZM-MFC2 instalado

Pessoalmente estou satisfeito com os resultados, se abrir alguns programas o consumo varia, mas com o Opera e o Winamp aberto (uso normal do computador) o consumo não passa dos 114w. A ver um video a 720p o consumo sobe ligeiramente para os 117w, outros videos com resoluções mais baixas o consumo oscila entre os 115w e os 116w.

É um brinquedo giro e, com o uso devido, pode ser bastante útil para perceber o consumo energético do computador e reduzir o mesmo.

Pensei em trocar a minha Chieftec por uma Antec P182, ela tem um design elegante, o tamanho é semelhante ao da Chieftec e permite usar várias ventoinhas de 120mm.

Experimentei primeiro a Chieftec sem a lateral em acrílico e não gostei do efeito ficando um ambiente pesado na secretária. Procurei então uma lateral com acrilico para a P182 e não encontrei nada, só para a P180 e o seu valor mais a caixa é proibitivo (acima dos 250 Euros). Decidi assim que vou manter a Chieftec que ainda serve bem o seu propósito e está em óptimas condições.

Aproveitei o facto de ter a caixa novamente aberta e decidi alterar o local onde passa o cabo sata que liga ao disco assim como os cabos usb internos para o leitor de cartões da Revoltec.

Infelizmente um dos problemas do watercooling é que não podemos desmontar os componentes sempre que nos bem apetece, levando a tirar toda a água do circuito, montar tudo novamente e encher o circuito. Assim tive que passar cuidadosamente os cabos por detrás da motherboard sem a desmontar.

Cabos arrumados por detrás da motherboard
Cabos arrumados por detrás da motherboard para melhorar o airflow

Com esta pequena alteração, além de estecticamente ficar mais agradável, reduzi a quantidade de cabos que passam em frente à ventoinha de intake melhorando o airflow.

Infelizmente só me apercebi que não tinha fotografias do antes para comparação quando vi as fotografias disponíveis no blog, o que é pena.

 
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