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Todos os meses no Steam existe um levantamento do hardware e software utilizado pelos jogadores para ajudar os game developers a desenvolver novos jogos baseados nas configurações mais comuns e perceber as tendências do mercado.

Neste último mês o número de jogadores com Windows 7 ultrapassou o Windows XP.

Steam

É também interessante que o Windows 7 64-bit tem uma percentagem de utilizadores bastante superior ao Windows 7 32-bit e a tendência do Windows XP é de uma queda de 0.8% por mês, equivalente à subida de sistemas com Windows 7, mostrando que muitos utilizadores saltaram directamente do XP para o 7.

A nível de hardware a Intel e a Nvidia continuam a dar cartas à AMD e ATI em termos de percentagem de utilizadores.

Finalmente a Microsoft acertou e conseguiu lançar um substituto para o Windows XP e compensar pelo erro que foi lançar o Vista tão prematuramente.

Este novo sistema operativo está tão bom que me convenceu em poucas horas a começar a fazer as malas e dizer adeus ao XP no meu desktop.

Windows 7

O Vista, o Aero e os problemas de som
O Vista quando saiu deixou-me boquiaberto com todos os efeitos do Aero, mas verdade seja dita que a funcionalidade do Aero não era muita. Tinha bom aspecto, é certo, mas comparando com o XP não tinha nada que me fizesse mudar, bem pelo contrário. O XP simplesmente era good enough, e se um programa funciona e é leve, nada me faz mudar para um programa igual mas que usa mais recursos.

Mas o meu maior problema nem estava aí, sou audiófilo por natureza, e quando o Vista saiu existiam vários problemas de drivers, incluindo os da Creative Audigy 2 pois não possuíam EAX nem o respectivo equalizador. Tentei uns drivers que supostamente colocavam toda a qualidade de volta no Vista, mas após várias tentativas de equalização desisti. O som não tinha brilho e o grave parecia que tinha fugido para a partição do XP.

Ora, se faço tudo o que faço no XP e neste consigo ter som com qualidade porquê mudar para o Vista? Foi o novo ME mas com um aspecto decente.

Windows 7, o Service Pack 2 do Vista
Todos sabemos que o Windows 7 é o Windows Vista melhorado, todas as coisas irritantes que não funcionavam no Vista foram substituídas, o desempenho está melhor e o sistema mais estável, mas “por baixo do capot” continuam várias peças do Vista.

Aliás, basta entrar na consola de recuperação para verificar que a barra de carregamento é a mesma do Vista, como muitos screenshots por essa net foram mostraram nos primeiros Release Candidates.

O novo Aero e a nova Taskbar no Windows 7
Existem funcionalidades em certos programas que tornam a minha vida profissional mais fácil. Ora, no Windows 7 essas funcionalidades são a nova Taskbar e o Aero.

A Taskbar é fantástica, limita-se a mostrar os ícones de cada aplicação permitindo mais aplicações abertas ao mesmo tempo sem confusão. Permite-me ainda ordenar cada programa à minha maneira, algo que sempre quis fazer. Juntando a isso o facto de com o Aero poder visualizar o conteúdo de cada janela/tab aberta naquele programa faz com que saltar de aplicação em aplicação não seja uma tarefa de trial and error como antigamente.

Depois o Aero Snap, poder trabalhar com dois programas abertos lado a lado de forma fácil é um must have. É certo que sempre o pude fazer noutros sistemas operativos, mas nunca de uma forma tão simples, basta clicar e arrastar para o lado!

O Aero também tem outras coisas engraçadas como abanar a janela e minimizar as restantes, mas isso é algo que para mim já não terá grande utilidade.

Consumo de energia do Windows
Como me preocupo com o consumo energético dos equipamentos aproveitei a informação do Zalman ZM-MFC2 e fiz alguns testes de uso de electricidade nos vários Windows em Idle.

Consumo de energia do WindowsO gráfico pode parecer preciosista pois as diferenças são de 1w a 2w em Idle, mas servem para mostrar que existem realmente diferenças.

Curiosamente o Vista mostrou diferenças com ou sem o Aero ligado, já no 7 não existiu qualquer oscilação no consumo.

O meu espanto foi com o 7 com o Aero ligado e o EPU-6 configurado onde conseguiu um consumo de energia inferior ao XP.

Windows 7 é uma lufada de ar fresco
O Windows 7 saiu tão apelativo que rapidamente o número de utilizadores online a correr o 7 superou o número de utilizadores em conjunto a utilizar qualquer versão do Mac e a sua aceitação está a ser bastante superior que o Vista, não só por consumidores particulares mas também por empresas. Até no meu local de trabalho já existem máquinas com Windows 7, quando todas corriam o XP.

Eu cá vou aproveitar para migrar do XP para o 7 no meu desktop.

Actualização a 31/01/2010:
Verifiquei que me enganei ao configurar o EPU-6 e coloquei uma redução de velocidade de apenas 3% quando no XP esta redução se encontrava a 10%. Após alteração o consumo passou para 113w em idle, menos 2w que o valor que tinha indicado anteriormente.

E que agradável surpresa, o Windows Media Player no 7 trás uma das melhores músicas do Mr. Scruff

Recentemente decidi aventurar-me no mundo do Ubuntu para ver se afinal o hype desta distro ser o “Linux para humanos” tinha razão de ser. Não me levem a mal, já sei que vão chover críticas de alguns fanboys, mas já experimentei vários sistemas operativos e até trabalho com CentOS em servidores, mas o único sistema tão instável como o Ubuntu para utilização gráfica deve-ser chamar Windows Me, embora este último seja mais user friendly.

Wallpaper do Ubuntu

Um ponto positivo, tal como noutras distribuições de Linux, é existirem Live CD’s que permitem experimentar o sistema operativo sem criação de partições e instalações demoradas. É esperar que o sistema carregue para a memória e está pronto a usar e o utilizador tem uma certa liberdade para experimentar todo o hardware e até algum software para termos a certeza que o sistema operativo é compatível com a nossa máquina.

Até aqui tudo bem, decido então fazer a instalação do Ubuntu 8.10 no meu portátil em dual boot com o XP e tudo corria bem, até que chegou ao final da instalação e bloqueou. Decidi começar de novo desta vez com a instalação directa (sem carregar o Ubuntu) e os problemas continuaram. Após várias tentativas decidi fazer novo download do Ubuntu 8.10 e gravar novamente a imagem, mas tudo continuava na mesma.

Optei então pela versão 8.04 pensando que poderia ser um problema com aquela versão, mas o portátil voltou a bloquear. À terceira tentativa lá consegui instalar o Ubuntu 8.04 sem mais problemas e pela primeira vez entrar no Ubuntu devidamente instalado no portátil.

Tendo perdido várias horas (dava para instalar, configurar e personalizar o Windows) lá me decidi a personalizar o Ubuntu, instalar as aplicações que iria necessitar e verificar se tudo estava a funcionar correctamente, claro que o fiz já algo desapontado e a fazer contas às horas de trabalho que perdi com uma tarefa básica.

O primeiro problema foi o display, a resolução era baixa e não existia uma maneira simples de instalar os drivers. Aliás, nos fóruns do Ubuntu a maneira simples era utilizar uma aplicação, fazer a instalação do driver e editar uma quantidade de ficheiros para colocar tudo a funcionar. Se soubesse que o Ubuntu ia ser assim para resolver qualquer situação tinha-o instalado em modo remoto, ao menos a consola do PuTTy no meu desktop sempre tinha as letras mais definidas e não me fazia doer os olhos.

Feito um restart (remind you of anyone?) a resolução passou a ser a nativa daquele monitor, mas as fontes continuavam com um aspecto no mínimo sofrível e mesmo testando todas as combinações possíveis de anti-aliasing estas continuavam com um aspecto desfocado. Nova pesquisa nos fóruns do Ubuntu e mais utilizadores queixavam-se do mesmo. A solução era instalar outro software para o anti-aliasing e utilizar as fontes da Microsoft, como o Arial, Verdana, Tahoma e editar o texto de uns quantos ficheiros. Já era trabalho a mais apenas para experimentar o Ubuntu, decidi passar à frente.

De repente a minha drive de DVD começa a fazer barulho como se o Ubuntu lhe tivesse a tentar aceder e abre-se sozinha. Fui verificar os repositories pois tinha a certeza que não tinha seleccionado o CD do Ubuntu, e realmente esta opção não estava seleccionada. Este comportamento aleatório voltou a acontecer e é considerado um bug do Ubuntu, pois nos fóruns deste existiam mais pessoas com as mais variadas marcas de portáteis a queixarem-se do mesmo.

Mais tarde outra situação, o portátil desliga-se sozinho do nada, ficou sem bateria. Sem qualquer aviso de bateria fraca nem entrada em suspensão. Novamente recorro aos fóruns do Ubuntu e vejo que o problema é recorrente. Desta vez a solução é mais simples, marcar um pacote para reinstalação e realmente ficou resolvido.

Ainda estão comigo neste longo texto?

Com esta minha experiência tenho que me rir de alguns fanboys que populam esses fóruns a defender o Linux com unhas e dentes, e pensar se realmente acreditam naquilo que dizem ou se como um militante do PCP debitam a mesma cassete dia e noite porque só assim podem ser um verdadeiro camarada.

Eles dizem que o Ubuntu é simples de utilizar e qualquer pessoa com pouco tempo de treino e sem perceber muito de computadores o consegue usar sem problemas. Tretas!

Quem é que tem paciência (já nem digo conhecimento) para resolver todas as pequenas situações que aparecem no Ubuntu? Se queres instalar um periférico tens que te mentalizar que vais perder algum tempo à procura de uma solução para o instalar e andar a escrever código directamente nos ficheiros do sistema operativo para o conseguires colocar a trabalhar. No Windows isto é realmente complicado, uns cliques, um download, carregar em seguinte et voilá o periférico funciona correctamente, até um macaco o consegue fazer.

Durante este período é preciso colocar a password de utilizador do Ubuntu umas quantas vezes para aceder ou alterar coisas básicas. Mas não, o DEP do Vista (basta um clique e pode-se desligar) é que é intrusivo, e desactivar isto no Ubuntu é como meter um classificado no Correio da Manhã a mostrar-se disponível para acolher botnets.

Depois temos a instalação de programas que pedem vários componentes extra para instalar no Ubuntu. No Windows isto é o equivalente ao .NET Framework que abomino, a diferença é que com alguns cliques é instalado o .NET Framework correspondente e o programa que queremos utilizar. No Ubuntu muitas vezes é preciso fazer download do programa e dos restantes componentes de sites diferentes (porque não estão no repository do Ubuntu).

Novamente, não me levem a mal, gosto de software alternativo. O Opera é o meu browser preferido e uso o Firefox, Safari e Chrome, todos são alternativas superiores ao Internet Explorer que um “humano” consegue utilizar. O OpenOffice é para mim uma boa alternativa ao Microsoft Office para o uso que lhe dou. O Mac OS X é também uma boa alternativa ao Windows, fácil de usar e extremamente estável. O Ubuntu não é nada destas coisas, apenas diferente.

É moda dizer-se que se é anti-Microsoft e que se usa um sistema operativo diferente, mas diferente não é necessariamente melhor. Pessoalmente prefiro gastar dois dias a ser produtivo e a fazer dinheiro do que a tentar instalar e resolver problemas com um sistema operativo alternativo que faz o mesmo que o Ruindows (como os nossos amigos do outro lado do Atlântico lhe chamam) mas sem metade dos problemas.

O Ubuntu não é uma alternativa viável ao Windows, a não ser que tenham muito tempo disponível e gostem de tentar resolver problemas que não ocorrem noutros sistemas operativos.

 
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