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Nem faz um mês que escrevi sobre o Opera 10.5 que tinha passado de Alpha para Beta. Hoje finalmente o Opera 10.5 passou a versão final e voltou a ser, após ter sido destronado pelo Chrome, o browser mais rápido do mundo.

Opera 10.5

Sou fã do Opera à algum tempo e sempre gostei das inovações apresentadas, que alguns browsers acabam por usar mais tarde mostrando-as como funcionalidades suas. Mas o que me fez mesmo mudar para o Opera foi a sua segurança (ou a falha dela no IE6) e a rapidez de acesso às várias páginas. No entanto durante a versão 9 do browser as novidades não eram muitas e deu a ideia que o rumo do Opera andou meio perdido no último ano.

Agora finalmente o Opera deu o salto que devia com a versão 10. O browser está rápido, muito mais simples e intuitivo de usar, e cheio de efeitos que parecem estar tão na moda actualmente. A integração com o Windows 7 também está acima da média e usar o Opera neste sistema operativo proporciona não só uma óptima experiência no desenvolvimento web como na simples navegação pela web.

Mas nem tudo é positivo, experimentei o 10.50 numa instalação do Windows XP e a integração não é a melhor, principalmente porque a barra de topo fica num azul berrante. Se calhar com um tema escuro a integração fica mais interessante. Apesar dos utilizadores do XP estarem a migrar para o Windows 7, de acordo com as últimas estatísticas, seria interessante um tema apropriado.

Aconselho os utilizadores do Windows 7 a experimentarem o Opera 10.5, certamente não se vão arrepender. Se a equipa de desenvolvimento manter este rumo o Opera irá certamente recuperar algum share no mercado dos browsers.

Recentemente testei o Opera 10.5 na versão Alpha para ficar a par das novidades e fui agradavelmente surpreendido. Ao pé desta versão, o actual Opera 10 mais parece um 9.80 :lol:

Hoje o 10.5 passou a versão Beta.

Opera 10.5

Se nunca gostaram do Opera pelo seu aspecto e já usam o Windows 7 então aconselho-vos a testar a versão 10.5, o seu look faz lembrar o Chrome, e quando digo isto não quero dizer que é uma coisa má, bem pelo contrário. Adoro o design minimalista do Chrome, poder ter um aspecto semelhante num browser com tantas funcionalidades como o Opera é fantástico.

Existem várias melhorias em termos de pesquisas. O Find in page agora além de destacar os termos que procuramos, torna agora o resto da página mais escura para ser mais fácil encontrar os resultados que pretendemos.

O Opera passou agora também a ficar integrado com o Aero do Windows 7, apresentando uma pré-visualização de cada tab com o Aero Peek.

O Private Browsing finalmente teve lugar no Opera e claro que existiram melhorias em termos de desempenho no Javascript e no ambiente gráfico.

Mal posso esperar que a versão 10.5 passe para a fase final.

O Internet Explorer 6 (IE6) é o novo Netscape 4. É um browser com 8 anos, foi lançado em 2001 e substituído em 2006 pelo IE7. Infelizmente, de acordo com as estatísticas do primeiro semestre deste ano 16% dos utilizadores nacionais teimam em utilizar o browser que mais tem contribuído para atrasar a web e colocar em risco todos os computadores que o usam com as suas falhas de segurança já bem conhecidas.

Está na altura do IE6 sair de cena para a web evoluir.

Internet Explorer 6

Eu já parei de suportar o IE6 no Mais Gasolina, um bom exemplo é o comparador dos preços dos combustíveis que desenvolvi no inicio do ano e que não funciona em IE6. Iria perder imenso tempo e cortar algumas funcionalidades para que este browser antigo pudesse funcionar. Aproveitei também para colocar um aviso a quem usa o IE6 para deixar de viver no passado e actualizar o seu browser.

Já existem vários sites que avisam os utilizadores do IE6 para se actualizarem, e é um favor que fazem aos vários developers que continuam a levar com a lenga-lenga de gestores de projectos que querem suportar o IE6 e perdem várias horas para que aquele projecto cheio de efeitos tipicos da web 2.0 suporte um browser ultrapassado. Até o Youtube já cortou o suporte ao IE6, e eu estou a pensar em fazer o mesmo aqui e no resto dos meus sites.

Portanto se ainda usam o Internet Explorer 6 façam um favor a vocês próprios e ao resto da Internet, optem por um browser a sério como o Opera, o Google Chrome, o Safari ou o Firefox.

Se não quiserem mudar de browser, pelo menos actualizem-se para a versão 8 do Internet Explorer.

O Opera é o meu browser preferido, é rápido, estável e ajuda-me a desenvolver projectos para a web usando menos tempo. Ao desenvolver um site no Opera perco muito pouco tempo a corrigir erros noutros browsers, notei bastante isto quando passei do Internet Explorer para o Opera e algumas coisas que fazia no IE e funcionavam, no Opera simplesmente não funcionavam. Pode-se dizer que o Opera me obrigou a desenvolver sobre os standards W3C e me tornou num melhor web developer.

Opera 10

Após download do Opera 10 pude consultar algumas das novidades, embora já tivesse experimentado a versão Beta. A novidade que achei mais útil foi o corrector ortográfico já incluído no Opera e que verifica os erros ortográficos assim que escrevemos, pois nas versões anteriores era necessário instalar o GNU Aspell.

O Opera está também mais rápido, incluí agora tabs com thumbnail de pré-visualização embutido e não apenas quando se passava o rato nestas, assim como o Opera Turbo que comprime as páginas antes de serem enviadas para o utilizador se estiver numa ligação lenta. O Speed Dial permite agora ser personalizável com backgrounds e suporta até 25 websites numa grelha 5×5.

O Opera passou também a suportar Web Fonts e o novo motor Presto 2.2 passa o teste Acid3 a 100%.

O resto continua quase na mesma, o fantástico Wand para guardar passwords, o Opera Link, as sessões, os gestos com o rato.

O melhor de tudo, mesmo após todas estas alterações, continuo com o Opera com o mesmo aspecto que mantenho desde a versão 7, apesar de já usar o Opera desde a versão 5.

Para mim é o melhor browser que aí está, seguido do também muito bom Google Chrome para quem quer um browser mais simples.

As estatísticas de um website valem ouro. Quando bem interpretadas permitem saber de onde vêm os nossos utilizadores e o que procuram, permitindo melhorar o nosso conteúdo oferecendo mais informação relacionada sobre um determinado tema.

Também nos indicam como navegam pela web, dando informação sobre browsers, sistemas operativos, resoluções, profundidade de cor, entre outros dados interessantes.

Internet Explorer 8

Prefiro sempre analisar as estatísticas de um site generalista, pois os sites dedicados a utilizadores mais tech savvy tendem a ter utilizadores com sistemas mais recentes, resoluções superiores e uma melhor aceitação à utilização de browsers alternativos.

Se em 2005 37% dos utilizadores ainda usava a resolução 800×600 limitando o desenvolvimento de layouts mais largos, actualmente apenas 3% dos utilizadores usam essa resolução.

Infelizmente na guerra dos browsers o Internet Explorer continua a ser rei e senhor com 68% do mercado, embora grande parte já use a versão 7.0. A percentagem de utilizadores com o IE6 ainda é preocupante, cerca de 25% de todos os utilizadores que usam o Internet Explorer.

Se por um lado os web developers podem desenvolver layouts mais largos, o desenvolvimento respeitando standards W3C num browser compatível (Opera por exemplo) vai sofrer atrasos obrigando a pequenas correcções para satisfazer os utilizadores do Internet Explorer.

Sendo eu ainda um utilizador do Windows XP, assim como cerca de 70% dos restantes utilizadores da internet, de vez em quando sou notificado para fazer alguns updates. Não tantos como no Ubuntu é certo, mas eles lá aparecem de vez em quando.

Hoje recebi a notificação para o update para o Internet Explorer 8 que já estava disponível para download na sua versão final, mas como não o uso e nem tenho desenvolvido novos sites nunca me dei ao trabalho de o instalar.

Confesso que já o tinha experimentado na sua versão Beta mas era tudo menos estável e o rendering continuava a deixar muito a desejar.

É uma boa notícia para os web developers pois com estes updates automáticos a utilização da versão 8 irá subir e aquelas mezinhas necessárias para que os sites sejam compatíveis com versões anteriores do IE (especialmente da versão 6 para baixo) vão cair em desuso. Só falta quebrar o mito que este tipo de updates nos sistemas operativos só trazem problemas.

 
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