Agora que tenho o MFC2 tenho feito vários testes com o consumo energético do computador. Vou comparando as diferenças entre ter um browser aberto, um programa de edição de imagem ou até a desfragmentação do disco vendo as diferenças de consumo.
Preocupo-me bastante com o ambiente e faço o que está ao meu alcance para reduzir o meu impacto no mesmo, não me fico pelas emissões de CO2 que estão na moda, mas também pela reciclagem ou a redução do consumo de água. O ambiente agradece e a carteira também.
Lembrei-me então do hype em torno do Blackle e todos os sites cópia que apareceram (tipo Mais Gasolina vs GasMappers) e muita gente quer em blogs ou fóruns a dizer que estavam a salvar o planeta porque poupavam muita energia.
Eu alertei que num CRT isso poderia ser possível mas os ganhos iriam ser mínimos a não ser que fosse um monitor muito antigo, já num TFT provavelmente o efeito seria o inverso, inclusivé no Techlogg fizeram um teste onde comprovaram isso mesmo.
Decidi então testar em vários browsers de forma repetida as diferenças no consumo energético entre o Google e o Blackle e os resultados foram sempre os mesmos: 112w de consumo com o Google, 113w de consumo com o Blackle.
Decidi então aumentar o brilho para o máximo do monitor e os resultados foram semelhantes: 120w de consumo com o Google, 122w de consumo com o Blackle.
O monitor que uso é um LG1720B e os resultados são semelhantes aos restantes LG, Benq e NEC testados.
Portanto usar o Blackle não reduz o consumo de energia e emissões de CO2, bem pelo contrário. E não, o Blackle não é uma iniciativa do Google.
