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Passados 15 dias de usar o Froyo no Nexus One decidi partilhar aqui a minha experiência não só do telemóvel desde que o adquiri mas também deste upgrade ao Android.

Google Nexus One

Já tinha escrito anteriormente sobre os updates para o Froyo e sobre a sua demora para os telemóveis com ROMs europeias (aka Vodafone). Esperei uma semana, decidi desbloquear o bootloader e colocar a ROM disponibilizada do outro lado do atlântico e não podia estar mais contente. Ainda não saiu a actualização do Froyo para quem tem uma ROM europeia.

O Nexus One como telemóvel
O Nexus One como telemóvel deixa-me bastante satisfeito, a integração dos contactos com o Google Contacts e as aplicações do GMail e GTalk são um must-have para mim.

A qualidade das chamadas é fantástica. Comparado com outros telemóveis, em alta-voz a qualidade é muito superior graças aos dois microfones para cancelar ruído.

Os pontos fortes do Froyo
A actualização para o Froyo tornou o telemóvel muito mais rápido. Tudo responde de forma instantânea e ao navegar na Internet é onde se nota a maior diferença. As páginas carregam quase instantaneamente e a possibilidade de aceder a sites em Flash é fantástica. E a performance é excelente, ao aceder a um site pesado como o 2 Advanced as animações são fluídas e o som não tem soluços.

Agradou-me também bastante o widget News and Weather que foi actualizado para abrir os links das noticias directamente no browser e não na aplicação em si, permitindo-me visualizar estas no browser incluído ou no Opera Mini.

A nível de autonomia passei a conseguir 3 dias de autonomia com uma utilização razoável com Wi-Fi, 3G, sincronização de dados activa, chamadas, sms e navegação na internet. O meu LG aguentava uma semana ligado, mas também o seu processador era de 400MHz e não de 1GHz e não o utilizava de forma tão intensiva porque era um telemóvel limitado.

Os pontos fracos do Froyo
É verdade, nem tudo é positivo. Em todos os telemóveis que tive os botões do volume permitiam passar de Silêncio > Vibrar > Som, até com o Android 2.1 isso acontecia. Esta opção foi removida no Froyo e agora ou passamos de Silêncio > Som ou Vibrar > Som. Segundo o suporte do Google, alguns utilizadores ficavam confusos com a utilização desta funcionalidade.

Este é um problema do Android, ser feito nos Estados Unidos, mas já lá chegarei!

O hype do Tethering
O problema deste sistema operativo ser baseado nos Estados Unidos é o hype, muito típico da Apple, em apresentar funcionalidades que existem à anos em telemóveis asiáticos ou europeus. O meu Samsung através de infravermelhos (não existia Bluetooth ainda) funcionava como um modem, e eu cheguei a usá-lo. Os Nokia com um cabo especifico também funcionavam como modem e garantiam acesso à internet. E o Windows Mobile fazia a mesma coisa, por cabo ou por Bluetooth através do ActiveSync. Sendo um sistema operativo concorrente, não se percebe porque tal funcionalidade ficou por implementar.

A novidade do Froyo é mesmo a criação de hotspots para aceder à internet que me permite partilhar a ligação por mais que um aparelho, e não sei se não existirá nenhum Nokia que não fizesse isto.

Em conclusão
Estou bastante satisfeito com o Android 2.2 e com o Nexus One. Já experimentei vários telemóveis e as animações adicionais como o Sense ou o Motoblur, embora engraçados, interferem bastante no que é o Android. Com o Nexus One temos acesso ao que o Google considera um telemóvel high-end em que outros aparelhos se devem basear e, claro, temos acesso à experiência pura, vanilla, do sistema operativo Android

Foi anunciado no blog do Nexus One que chegou o último carregamento de aparelhos ao Google. Assim que estes forem vendidos através da loja online, o Google irá cessar a sua comercialização. Serão disponibilizados para os developers alguns aparelhos através do programa Android Market Publisher.

O Nexus One continuará a ser comercializado pela Vodafone na Europa e pela KT na Coreia, no entanto existem dúvidas sobre a continuidade da venda do Nexus One através da T-Mobile e AT&T.

Desta vez é oficial, o update do Android 2.2 (Froyo) para o Nexus One está a ser distribuído por OTA e, segundo o Google, até ao final desta semana todos os utilizadores devem ter recebido a actualização

Google Nexus One

É certo que já existiam vários Nexus One com o Froyo instalado, e alguns chegaram a receber actualizações por OTA para outras versões do Android 2.2, no entanto nunca existiu uma palavra do Google a confirmar estas actualizações.

Alguns sites apenas obtinham informações de developers do Android que confirmavam que aquela não era a versão final.

Confirma-se agora que a ROM FRF85B é a final, e de acordo com o blog do Google para o Nexus One, o update será enviado gradualmente para todos os telemóveis.

Infelizmente para quem tem uma ROM europeia, como é o meu caso, a actualização parece estar mais demorada. Veremos se até ao final da semana o Froyo ficará disponível na Europa de forma oficial.

Numa pequena nota, já está em testes para alguns telemóveis seleccionados a ROM do Froyo para os utilizadores do Motorola Droid / Milestone.

Tenho andando bastante entretido com o meu novo brinquedo, por isso tenho acompanhado de perto as novidades do Android.

Ora, ontem foi anunciado no blog do Google Mobile que a navegação no Google Maps passou a estar disponível em vários países, Portugal incluído.

Google Maps Navigation

O Google Maps Navigation permite a navegação turn by turn semelhante a um GPS como um TomTom, só que em vez de ter um mapa pré-carregado vai fazendo download do mesmo pela rede e não possui algoritmos complexos para calcular uma rota mais rápida ou para evitar trânsito a uma determinada hora. O ideal era termos acesso a uma forma de pré-carregar os mapas no cartão SD do telemóvel de forma a poupar nos custos de tráfego GPRS.

Se não substitui um GPS, qual é a novidade? Bom, se o GPS ficou em casa sempre temos acesso a um método de navegação alternativo. Também não sei se funciona de forma intuitiva porque ainda não o testei durante a condução.

Nexus One mais perto de outros mercados europeus

Uma das razões pela qual o Nexus não poderia ser vendido “confortavelmente” noutros países era a falta de suporte a um dicionário que não o inglês no teclado, a falta de navegação noutros países e a pesquisa por voz ser limitada em idiomas. Agora também passa a ser possível fazer uma pesquisa por voz em Francês, Alemão, Italiano e Espanhol o que abre as portas para a sua comercialização nestes países.

Existem também rumores sobre o atraso no update para a versão 2.2 do Android no Nexus One, uma vez que este passará a ser comercializado directamente pelas operadoras móveis nos Estados Unidos e noutros países europeus, como acontece na Inglaterra com a Vodafone.

Nunca fui de trocar de telemóvel regularmente. Se sai um modelo novo que tem mais 30 minutos de autonomia ou mais 1MP, para mim é igual.

Comigo os telemóveis duram sempre no mínimo 2 anos no activo e apenas troco porque avariou ou já está de acordo com as minhas necessidades actuais.

Depois apareceu o Nexus One.

Google Nexus One

O Nexus One foi um telemóvel que me agradou bastante, não porque consiga fazer mais coisas que o LG KS20 com WM6 que tinha, mas porque as faz de uma forma mais intuitiva e simples.

Grande parte dos serviços online que uso giram à volta do Google, logo a sua integração com o GMail e os seus contactos, o Google Calendar e o GTalk são perfeitos para o uso que lhe iria dar, afinal além do envio de SMS/MMS e chamadas, o que mais faço no telemóvel é consultar o email e navegar na net.

Por fora

Sempre gostei de telemóveis pequenos e leves, o Samsung S300M que tive é um bom exemplo disso. Ao passar do LG KS20 para o Nexus One o que notei mais foi o peso, afinal passei de 90g para 130g.

O telemóvel tem um toque e manuseamento robusto, o corpo com partes em metal ajuda, assim como o peso acrescido que faz com que este se sinta bastante sólido nas nossas mãos.

O ecrã é enorme e tem uma qualidade fantástica, ou não fosse ele LED. Apesar do seu baixo consumo, num dia normal de uso com 3G activo e sincronização de dados a funcionar, o ecrã consome cerca de 50% da energia utilizada pelo telemóvel. Para conseguir descarregar a bateria toda em 24 horas é necessária uma utilização intensiva com jogos e aplicações que usem muito o processador.

Utilização por toque

Algo que sempre me chateou no WM6 foi ter que usar a stylus para aceder a algumas funcionalidades, porque não foi pensado para usar com os dedos. O Android foi feito a pensar nisso, afinal de contas temos 10 stylus incluídos no nosso corpo.

O ecrã é bastante simples de usar e responde bem ao toque, não é muito sensível mas também não precisamos de bater no ecrã para carregar num botão.

Li vários testes onde se queixavam dos botões por toque. Eu não tenho razões de queixa, se calhar por estar habituado a este tipo de botões nos ecrãs e televisões LED da LG. Aliás, se os botões fossem mecânicos iriam estragar o design do telemóvel.

O trackball é que, para mim, não tem grande uso. Gosto que se possa clicar com ele, pois em certas situações é mais rápido para activar o teclado, mas tirando isso ainda não lhe encontrei grande utilidade.

O Android e as aplicações

Já tinha testado o Android através do emulador, mas com o rato a experiência deixa muito a desejar. É um sistema operativo interessante, está a amadurecer rapidamente e deixou de ser um sistema operativo geek. É simples de usar e podemos depender dele para o dia a dia.

Existem várias aplicações gratuitas no Android Market que são fantásticas, mas as que mais impacto têm são as do Google. O Google Goggles por exemplo é muito interessante, e é uma aplicação que ainda ando a explorar.

Mas o que gosto mesmo no Android é a capacidade de personalização. Estão disponíveis 5 homescreens que podemos personalizar como quisermos. Adicionar widgets, atalhos para aplicações ou endereços web, existe liberdade total.

O Nexus One em Portugal

É provável que o Nexus One demore a aparecer em Portugal ou noutros países europeus de forma oficial. O teclado apenas corrige erros e sugere palavras em inglês, a funcionalidade de voz para texto apenas funciona com palavras inglesas e a navegação no Google Maps também está limitada a alguns países.

 
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