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Quando vejo um filme que meta computadores ou algo relacionado com a informática (principalmente hacking) encontro sempre os mesmos erros vezes e vezes sem conta. Até parece que em Hollywood a malta dos efeitos especiais não usa computadores.

Aqui fica a lista com os 10 erros técnicos mais comuns nos filmes onde aparecem computadores.

Access Granted

1 – A Mainframe
Sempre que um hacker tenta fazer algo a um sistema, empresa ou governo tem que entrar na Mainframe. Mais curioso é que a Mainframe é sempre acessível do exterior, seja pela Internet, por uma ligação wireless ou ligando o modem 56Kbps de um portátil a uma caixa no exterior do edifício que dá acesso à sua ligação telefónica.

2 – A Firewall
A firewall, bom, é mesmo uma parede virtual feita de tijolos. Acho que foi no filme Hackers, já não tenho a certeza, que além da firewall ser uma parede de tijolos, esta era atacada por bolas de fogo! E o responsável pela segurança reconstruía a parede, curiosamente com o teclado e não com um balde de massa. No final o vilão entrou na Mainframe (só podia) através do buraco feito na parede.

3 – Usar só o teclado e teclar depressa
Não interessa que tipo de sistema é, mas se a personagem precisa de entrar num sistema ou criar um vírus vai usar apenas o teclado, os ratos são para meninos. Depois teclam tão depressa tão depressa que conseguem criar um novo sistema operativo em 60 segundos. Ainda gostava de saber que teclados usam ou que tipo de código programam que não precisam de usar a tecla shift ou a barra de espaços.

4 – Access Denied / Access Granted
Seja uma base de dados super-secreta dos serviços militares ou um site de compras online, sempre que colocamos uma password errada o ecrã vai ficar vermelho e em letras garrafais a frase “Access Denied” vai aparecer no ecrã a piscar. Se conseguirmos o acesso o ecrã vai ficar verde com a frase “Access Granted”, sim porque sempre que fazemos login num site vamos ficar 5 segundos a olhar para um ecrã verde. Yay, acertei no meu nome de utilizador e palavra-passe outra vez.

5 – O herói consegue usar qualquer sistema na hora
Vou entrar num sistema árabe acabado de ser programado para encontrar os planos secretos. Isto é fácil, uso o teclado, escrevo uns quantos comandos e aqui está… Nem foi preciso aprender como funcionava aquela sistema que nunca vi na vida, no mundo dos filmes todas as aplicações são standard seja aqui ou numa nave extraterrestre.

6 – Todos programam da mesma maneira
Se me derem um sistema programado por outra pessoa vou perder algum tempo a perceber como funciona, então se for um sistema complexo para lançar um ataque nuclear se calhar é melhor se sentarem. Mas nos filmes não, toda a gente sabe como os sistemas foram programados e como é que os podemos desactivar.

7 – Vou atacar o teu país daqui a 60 segundos
Será que o vilão pediu explicitamente ao programador que fizesse um sistema para iniciar um ataque nuclear noutro país, mas pelo sim pelo não, meter um temporizador de 60 segundos não fosse ele mudar de ideias?

8 – Zoom super avançado
Tiraste uma foto com um telemóvel numa resolução extremamente baixa e queres identificar alguém? Não tem problema, fazemos zoom a 7500% sem perder qualidade, focamos o reflexo na retina de uma pessoa na foto e o nosso software super avançado vai criar uma imagem que mostra o que aquela pessoa estava a ver. A foto tem tanta qualidade que até podemos mandar fazer impressões de grande formato se quiserem.

9 – You’ve Got Mail
Que bom que é, vivemos num mundo onde todos usam programas para ver email, ninguém recebe spam e sempre que temos um email novo o nosso computador diz You’ve Got Mail.

10 – Barras de carregamento e sons
É de mim ou sempre que abro um programa nunca recebo uma barra de carregamento e este não faz nenhum som quando acaba de carregar? E que raio de sites bancários existem em Hollywood que, quando alguém faz uma transferência de dinheiro, aparece uma barra de progresso que demora uma eternidade? Será que estão a enviar scans das notas pela net?

O Internet Explorer 6 (IE6) é o novo Netscape 4. É um browser com 8 anos, foi lançado em 2001 e substituído em 2006 pelo IE7. Infelizmente, de acordo com as estatísticas do primeiro semestre deste ano 16% dos utilizadores nacionais teimam em utilizar o browser que mais tem contribuído para atrasar a web e colocar em risco todos os computadores que o usam com as suas falhas de segurança já bem conhecidas.

Está na altura do IE6 sair de cena para a web evoluir.

Internet Explorer 6

Eu já parei de suportar o IE6 no Mais Gasolina, um bom exemplo é o comparador dos preços dos combustíveis que desenvolvi no inicio do ano e que não funciona em IE6. Iria perder imenso tempo e cortar algumas funcionalidades para que este browser antigo pudesse funcionar. Aproveitei também para colocar um aviso a quem usa o IE6 para deixar de viver no passado e actualizar o seu browser.

Já existem vários sites que avisam os utilizadores do IE6 para se actualizarem, e é um favor que fazem aos vários developers que continuam a levar com a lenga-lenga de gestores de projectos que querem suportar o IE6 e perdem várias horas para que aquele projecto cheio de efeitos tipicos da web 2.0 suporte um browser ultrapassado. Até o Youtube já cortou o suporte ao IE6, e eu estou a pensar em fazer o mesmo aqui e no resto dos meus sites.

Portanto se ainda usam o Internet Explorer 6 façam um favor a vocês próprios e ao resto da Internet, optem por um browser a sério como o Opera, o Google Chrome, o Safari ou o Firefox.

Se não quiserem mudar de browser, pelo menos actualizem-se para a versão 8 do Internet Explorer.

Vivemos numa sociedade estúpida, a Internet só veio demonstrar que as pessoas são facilmente influenciáveis e acreditam em tudo o que lhes dizem. Basta ver a quantidade de hoaxes que, apesar de já terem mais de 10 anos, continuam a circular e a gastar recursos por essas contas de email fora.

Os spammers e hackers aproveitaram a deixa, com sucesso, mas eram mal vistos aos olhos da sociedade. Os marketers fazem o mesmo, mas são aplaudidos.

Marketing Viral

E é dos marketers que vos venho falar, não passam a sua mensagem por email mas por vídeo ou com sites desenvolvidos com esse propósito. Alguns são engraçados, é certo, mas outros são tão estranhos que ganham notoriedade.

É o caso do Ever Dream This Man?, criação de Andrea Natella do Guerriglia Marketing. Uma história bizarra, uma imagem meio surreal, alguns flyers por aqui e por ali e temos toda a Internet a falar do homem estranho que aparece nos sonhos das pessoas, alguns já com teorias incríveis sobre o que poderá ser este homem misterioso.

Ainda não percebi bem o que este site pretende “vender”, provavelmente servirá apenas para aumentar a credibilidade da Guerriglia Marketing, ou então não passa apenas de uma experiência, um proof of concept das teorias de Andrea Natella.

Agora parem lá de dizer que já sonharam com este homem e que já o viram na rua, mentir é feio ;) Agora se sonharem com ele frequentemente após ver o site é que é caso para ficar com medo…

Sempre que faço uma instalação do WordPress, seja para utilizar como blog ou CMS existem sempre 5 plug-ins que nunca falham e estão presentes em todas as instalações. Para mim são plugins essenciais, não os dispenso em nenhuma instalação e tornam o WordPress numa ferramenta poderosa, eficaz e segura.

Wordpress Plugin

1) WordPress Database Backup
A segurança é essencial nos dias que correm, nem todos temos acessos a servidores seguros e devidamente mantidos, e mesmo com todas as precauções nunca sabemos quando o azar nos bate à porta.
Fazer backups é uma tarefa chata e muitas vezes esquecemos-nos de os fazer. Este plugin é óptimo porque permite programar um backup diário ou semanal e receber uma cópia da nossa base de dados comodamente no nosso email.

2) WP-Optimize
Ainda na segurança do WordPress, o primeiro plugin que instalo e utilizo é o WP-Optimize por permitir mudar o nome de utilizador facilmente sem ter que recorrer directamente à base de dados. Claro que não o instalo só por essa funcionalidade, pois também permite remover os comentários marcados como spam ou as revisões de posts e ainda optimizar a base de dados, recuperando bastante espaço perdido com lixo e tornando a base de dados mais rápida.

3) Hyper Cache
O Hyper Cache é um daqueles plugins que quem não usa nem sabe o que perde. Um sistema de cache que poupa recursos do servidor e ainda torna o WordPress mais rápido, até permite compressão Gzip. É para mim o melhor sistema de cache do WordPress e o único que conseguiu realmente reduzir a carga no meu servidor a longo prazo.

4) All in One SEO Pack
Ter a opção de alterar a forma como os títulos são apresentados pelo WordPress, poder definir títulos, descrições e keywords por posts é indispensável para mim. É um plugin de SEO simples de usar e bastante completo.

5) Google XML Sitemaps
O Google XML Sitemaps além de gerar um sitemap automaticamente sempre que se publica um novo post ainda permite notificar os motores de busca que suportam aquele protocolo (Google, Bing/MSN, Yahoo, Ask) permitindo uma indexação rápida e eficaz de um blog. As várias opções permitem ainda retirar páginas que não interessam de um sitemap como as categorias ou os arquivos.

Se existe uma coisa que me irrita bastante é a utilização de palavras brasileiras nos meios informáticos portugueses. Não tenho nada contra os brasileiros, atenção, mas ver informáticos a falar em conexão ou usuário quando o termo correcto seria ligação ou utilizador irrita.

Vista da praia de Botafogo, Brasil

Para mim entrar num site e ver termos brasileiros destes quando o site é português mostra uma falta de atenção ao detalhe enorme. Melhor mesmo é falar pessoalmente com um informático e este dizer que “é preciso desconectar”. Então “desconecta” aí que eu já me desliguei da conversa ;)

E vá lá muitos não usarem a expressão “registro de usuário”, pois “deletar” já eu vi num website português.

Este artigo foi criado em Outubro de 2009 e encontra-se desactualizado.
Clique aqui para ler uma versão actualizada do mesmo.

A velocidade com que um site carrega é crucial para a satisfação do utilizador. Os acessos à Internet estão cada vez mais rápidos e se temos que esperar mais do que 3 segundos para aceder, o mais provável é voltarmos atrás e escolher outro site para visitar.

Mas, se o nosso público alvo não usa o Netscape 1.0 no Windows 95, podemos usar a compressão para tornar o carregamento de um site mais rápido.

Tunel

Hoje em dia todos os browsers aceitam compressão Gzip, e não é de admirar, com a compressão podemos reduzir o tamanho de um site em 70%! E o melhor de tudo é que podemos obter estes resultados com apenas algumas linhas de código, desde que o servidor HTTP seja o Apache.

Compressão de ficheiros CSS e JS

Os primeiros ficheiros a serem carregados por um browser são os CSS e JS. Estes são provavelmente os ficheiros que menos alteramos e podem ser facilmente comprimidos para Gzip com um programa como o 7-Zip e obter uma redução de tamanho considerável.

Vamos então usar o 7-Zip para comprimir um ficheiro CSS para Gzip, passamos assim a ter dois ficheiros para colocar no servidor, por exemplo um style.css e um style.css.gz.

Para que este ficheiro comprimido seja enviado caso um browser o peça devemos adicionar as seguintes linhas de código a um ficheiro .htaccess.

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<FilesMatch .*\.js.gz$>
  ForceType text/javascript
  Header set Content-Encoding: gzip
  Header set Vary: Accept-Encoding
</FilesMatch>
<FilesMatch .*\.css.gz$>
  ForceType text/css
Header set Content-Encoding: gzip
Header set Vary: Accept-Encoding
</FilesMatch>

RewriteOptions Inherit
ReWriteCond %{HTTP:accept-encoding} (gzip.*)
ReWriteCond %{REQUEST_FILENAME} !^.+\.gz$
RewriteCond %{REQUEST_FILENAME}.gz -f
RewriteRule ^(.+) $1.gz [L]

Com este código vamos verificar se existe um ficheiro .css.gz ou .js.gz, e caso o browser peça o conteúdo comprimido o servidor envia esse ficheiro. Uma alteração simples que permite reduzir o tráfego utilizado pelo nosso servidor e pelo utilizador, resultando num site ligeiramente mais rápido. É uma situação onde ambas as partes ganham.

Compressão de ficheiros de texto

Se não tivermos um sistema de caching mas quisermos enviar as páginas dinâmicas do nosso site comprimidas podemos usar o mod_deflate do Apache. O que este módulo faz é comprimir em Gzip as nossas páginas no servidor, em tempo real, antes de as enviar para o utilizador.

Claro que isto vai consumir recursos a nível de processador e aqui já é necessário verificar se o servidor onde estamos tem capacidade para tal, principalmente se estivermos numa conta de alojamento partilhado. Pessoalmente acho que faz todo o sentido sacrificar alguns ciclos de processamento para comprimir o conteúdo e tornar o carregamento do site mais rápido.

Tal como anteriormente, para comprimir todo o conteúdo html no nosso site devemos adicionar as seguintes linhas de código a um ficheiro .htaccess.

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<IfModule mod_deflate.c>
  AddOutPutFilterByType DEFLATE text/html text/xml
</IfModule>

Isto irá comprimir todo o conteúdo em HTML e XML no site em tempo real. Não irá no entanto comprimir os ficheiros CSS e Javascript, é aconselhável usar o método anterior para poupar recursos usar o método anterior.

No entanto se quisermos comprimir também os ficheiros CSS e JS em tempo real, no caso de serem criados dinamicamente, devemos adicionar text/css text/javascript a seguir a text/xml.

Para verificar se o conteúdo está a ser enviado comprimido em Gzip podemos usar a ferramenta de Compressão HTTP.

A internet é vertical, é como se fosse uma folha A4. Quando visitamos um site e o conteúdo é superior que o espaço disponível no ecrã, o site vai esticar para baixo, efectuando scroll vertical.

Verificando as últimas estatísticas o número de utilizadores com monitores widescreen está a crescer rapidamente, mas porquê?

Monitor LG Widescreen

Ao principio pensei, passaram todos a ver filmes no computador, afinal de contas o que não falta por aí em sites de pirataria são rips de filmes em alta-definição. Mas se alguém não paga por um filme, não faz sentido pagar por um monitor melhor.

A ideia seguinte que me veio à cabeça foi “moda”, está na moda ter o LCD do tamanho da parede na sala, portanto aplicava-se o mesmo aos monitores de computador. Afinal de contas, ainda no Natal de 2008 sempre que parava nos semáforos em frente ao centro comercial Vasco da Gama via um ou dois carrinhos com um LCD enorme lá dentro.

Entretanto apareceram os monitores LED e lá fui ao site da LG ver que tipo de monitores existiam e o seu consumo energético. Curioso, ou posso optar por um 16:9 ou por um 16:10. Para mim que sou developer até dá jeito, principalmente quando estou a trabalhar com layouts e preciso de espaço lateral, que a resolução que uso de 1280×1024 não tem, mas para o utilizador comum que só navega na net e vê emails não será que um 4:3 se adequa mais?

Decidi consultar então toda a gama de LCD’s à procura de um ecrã 4:3 e apenas encontrei 16:9 ou 16:10. Curioso continuei a pesquisar e a Philips anda agora a defender o formato 21:9 a que chama de Ultra-Widescreen.

Até os netbooks, que como o nome indica servem principalmente para navegar na net, vêm com resoluções 16:9.

A internet vai continuar num formato vertical, é certo, mas será que as resoluções 1024×768 daqui a um ano vão passar à história, tal como aconteceu com 800×600, e vamos passar a ter um mínimo aceitável de 1280×800? Mas no meio disto tudo uma coisa é certa, uma imagem é bem mais apelativa em 16:9 do que em 4:3 ;)

 
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