A visualizar apenas posts colocados no ano de 2018

Após um bom período de reflexão decidi que vou deixar de partilhar aqui os dados estatísticos uma vez que já existem outros locais onde se pode obter a mesma informação e com um leque mais abrangente de utilizadores.

Estatísticas

Comecei a publicar as estatísticas trimestrais em 2008, na altura o Internet Explorer tinha 80% do mercado e o Windows era usado por 97% das pessoas. Acessos móveis só com Windows Mobile, Android e iOS ainda não existiam nem Google Chrome.

O único local que partilhava estatísticas era o W3schools, e eram as estatísticas de acesso ao seu próprio site que era usado apenas por web developers. Passava a ideia que o Firefox era o mais usado erradamente, e alguns colegas de profissão seguiam religiosamente esses valores como sendo a verdade absoluta do universo.

Decidi assim começar a agregar as visitas aos meus vários sites com um público mais generalista e publicar esses dados para servir de ferramenta para refutar certas afirmações sobre o browser mais usado ou sistema operativo.

Sites como o StatCounter e o Net Market Share já fornecem de forma pública e gratuita esses dados e, no caso do StatCounter, até permite definir filtros por país como Portugal. Infelizmente usa valores relacionados com hits (e HITS é How Idiots Track Success) em vez de utilizadores únicos.

A web também mudou, felizmente, e tirando o Internet Explorer que vai morrendo lentamente, todos os restantes browsers já permitem ter uma web moderna e com elevada compatibilidade entre eles. A web também agora é responsive e o tamanho dos ecrãs já não é tão significativo, e com as fontes web deixou de ser preocupante que sistema operativo é usado para definir que fontes usamos.

São bons tempos os que se vivem para os developers modernos.

Esta nova funcionalidade do AdSense foi anunciada no fim de Fevereiro e após 1 mês de testes os resultados são bastante positivos, com um site em especifico a apresentar melhorias na ordem dos 40% em termos monetários.

Usa um algoritmo (inteligência artificial) que analisa cada página e define automaticamente quais os melhores locais para colocar anúncios.

AdSense Auto Ads

Quando a Google anunciou os Auto Ads fiquei de pé atrás, vivemos numa era em que a inteligência artificial é usada para tudo sem necessidade disso, e por vezes com consequências desastrosas.

Após análise aos tópicos no Webmaster World percebi que alguns webmasters estavam com melhorias que chegavam aos 30%, e o próprio Google garantia entre 5 a 15% de aumento de receita.

Bom, lá dediquei 2 sites para testar, um deles sem grande impacto nas receitas, outro já com um impacto mais significativo. Fiz de conta que tinha ido ao casino e aquele dinheiro tinha sido perdido, assim o que viesse era “lucro”. E ainda bem que o fiz.

Para garantir que a experiência tinha sucesso removi todos os anúncios do AdSense e coloquei apenas o Auto Ads. De inicio não achei grande piada, algumas páginas chegavam a ter 8 anúncios onde anteriormente apenas tinha colocado um, mas gradualmente foram sendo removidos. O algoritmo percebe que os utilizadores não interagem com aquele anúncio e acaba por os remover. Passado pouco tempo o número de anúncios já era mais adequado, apesar de num dos sites aparecerem anúncios no meio dos comentários, que fica feio. Já dei a sugestão para que seja possível filtrar através de classes ou ID’s elementos onde não queremos que sejam apresentados anúncios, vamos esperar para ver.

Um dos sites onde a maioria dos acessos é feito através de telemóvel, mas sem grande número de visitas, tive um aumento de 43% nas receitas. A colocação de anúncios a meio do conteúdo em pontos chave foi crucial para essa melhoria. É certo que é um site onde não dediquei muito tempo à optimização da colocação dos anúncios por ter poucas visitas, mas o Auto Ads fez isso por mim e os resultados não podiam ter sido melhores.

Noutro site onde fiz o mesmo teste, este com mais tráfego e mais optimizado, o aumento de receita foi de 21%. Bastante positivo mesmo assim.

Estou a adoptar a vários sites com conteúdo editorial (blogs, sites com artigos e afins), este blog incluído no leque, noutros mais específicos ainda não me decidi, como o Mais Gasolina por exemplo, onde pretendo ter controlo total sobre onde aparecem ou não anúncios. Poderei tentar no espaço de uma semana o fazer, apenas para ter uma ideia de locais a colocar ou remover anúncios.

Se têm AdSense nos vossos sites e se estes têm maioritariamente conteúdo editorial então o Auto Ads é sem dúvida algo a experimentar para aumentar as receitas com a publicidade.

Prometeram que o tablet ia matar o desktop e que no futuro ninguém ia ter um computador em casa.

No entanto em 2017 apenas 4% dos acessos via web foram feitos num tablet, 42% usaram um desktop ou portátil e 54% o telemóvel. E este número tem vindo a descer consideravelmente, menos 3% que em 2016.

O que aconteceu afinal?

Homem a usar um tablet

Numa empresa existiu uma transição do computador portátil para o tablet para trabalhos remotos e no cliente. Não durou mais de 6 meses, os equipamentos eram mais lentos que um portátil, era necessária uma capa para ter um teclado físico porque escrever no ecrã era lento, e as aplicações eram muito limitadas.

Hoje em dia ainda menos sentido faz com os portáteis a serem cada vez mais leves e mais finos e com a mesma performance que um desktop para as tarefas do dia-a-dia.

Também na educação está a mudar o paradigma. Não tanto em Portugal onde nem o famoso portátil Magalhães chegou a ter grande uso nas salas de aulas, mas noutros países onde se adoptou o tablet como ferramenta de educação passaram a usar notebooks/netbooks.

A nível pessoal o tablet nunca vingou e a utilização que se faz num telemóvel é a mesma de um tablet. A diferença era apenas o ecrã que era maior, mas com o aumento dos ecrãs e de performance dos telemóveis o tablet começou a cair em desuso.

Quem é que ainda usa tablets afinal?

Em eventos ainda é possível ver tablets como forma de consultar informação. A mesma situação ocorre em museus e outras exposições onde um tablet oferece possibilidade de interagir com a informação apresentada ou simplesmente mudar o idioma com um toque.

Num restaurante cheguei a ver a ementa num tablet, mas que era lentos e difícil de consultar. Em dois outros restaurantes era entregue o tablet com a conta, um deles permitia até confirmar que a conta estava certa e colocar o NIF para pedir a factura. Em termos de custos temos a aquisição dos equipamentos que permite imprimir muitas folhas de consulta de mesa, e em facilidade de utilização era mesmo para esquecer, especialmente por que não trabalha com tecnologias de informação diariamente.

Nestes casos pareceu mais uma forma de tentar usar a tecnologia para fazer parecer que se está a melhorar um serviço, quando na realidade ocorre o oposto.

Que futuro tem um tablet?

Na minha opinião, não tem. A sua aplicação é tão limitada que não justifica um investimento na tecnologia. Algumas agências que desenvolvem para a web e aplicações mobile já reduziram as horas despendidas a programar para estes equipamentos. Os próprios fabricantes são capazes de lançar duas versões de um novo smartphone antes de anunciar um novo tablet.

E os consumidores? As empresas continuam a adoptar o portátil como ferramenta de trabalho e os particulares vêm nos telemóveis um equipamento mais que suficiente. Mesmo para ver vídeos, quem optava por um tablet agora usa apenas o telemóvel ou liga-se à televisão de casa controlando o que vê pelo telemóvel.

O facto dos tablets na sua maioria não fazerem chamadas ou ser necessário auricular para tal, pelas suas dimensões, e por ser mais um dispositivo que não complementava o telemóvel mas duplicava-o com menos funcionalidades ditou o seu fracasso comercial.

Hoje em dia é fácil comprar um portátil híbrido que faz o mesmo que um computador e pode ser usado como um tablet, e é o mesmo equipamento num só, e o preço praticamente igual. E as aplicações que existiam para tablet também existem para smartphone com as mesmas funcionalidades mas num ecrã ligeiramente mais pequeno.

O flop do tablet veio mostrar que não é o ser humano que se deve adaptar à tecnologia, mas sim o inverso, por muito que algumas empresas queiram forçar novos paradigmas e vender soluções para problemas que não existiam.

O Android continua a ser o sistema operativo mais usado. No entanto neste último trimestre do ano, por não ter uma época expressiva de férias, reduziu a percentagem de utilizadores que passaram na mesma proporção para o Windows, saindo dos dispositivos móveis para os computadores de secretária.

Estatísticas

 

Browsers
Browsers

Descida do Google Chrome e do Safari em termos percentuais, indicativo que na época de férias aumenta o número de acessos em dispositivos móveis e depois reduz, com esses utilizadores a fazerem os acessos através de computadores de secretária com Windows e outros browsers.

Subida do Firefox que teve bastante exposição nos meios de comunicação com o lançamento da versão 57 e se mantém à frente do Internet Explorer, sendo o 3º browser mais usado. Browsers como o Opera e Vivaldi continuam sem expressão de mercado, com menos de 1% de utilizadores activos no seu total.

Sistemas Operativos
Sistemas Operativos

Nos sistemas operativos, apesar de ter reduzido o número de acessos móveis, o Android continua no topo como o sistema operativo mais utilizado.

Numa análise apenas a sistemas operativos para computador o Windows continua a dominar, com 93,5% de mercado contra 5% com Macintosh e apenas 1,5% com Linux.

Resoluções
Resoluções

Nas resoluções continua a mesma tendência dos trimestres anteriores. Queda das resoluções de 320px de largura em mobile e 360px e 375px a subir.

As estatísticas aqui apresentadas são provenientes de vários sites com um público alvo generalista. São incluídos os dados de cerca de 200.000 utilizadores únicos baseados em Portugal.
Os dados aqui apresentados podem não corresponder ao público alvo do seu website.
 
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