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Efectuei a alteração de MySQL para MariaDB no meu servidor em produção com CPanel. O upgrade foi feito directamente pelo painel de controlo sem qualquer problema ou downtime.

MariaDB em CPanel

Certamente já conhecem a história, ou novela, da Oracle, MySQL, equipa de desenvolvimento do MySQL e MariaDB. Se não conhecem a versão altamente reduzida é que o criador do MySQL chateou-se com a Oracle e criou o MariaDB. Não é assim tão linear, mas já ficam com uma ideia.

Já andava para mudar para MariaDB há algum tempo, tinha visto que a performance era superior e era bastante simples a migração entre MySQL 5.6 e MariaDB 10. Fiz alguns testes localmente por causa de umas queries do Mais Gasolina com coordenadas, e vi na minha máquina local uma redução no uso de RAM e as queries ligeiramente mais rápidas nas tabelas em InnoDB. Não cheguei a converter nada de MyISAM para AriaDB.

Para mim o melhor do MariaDB é o nome. Como está a ser adoptado em massa vão-se acabar os clientes e colegas que dizem “My Sequel” em vez de “My Ésse Cue Éle” e passam a dizer MariaDB.

Actualização pelo WHM / CPanel

O servidor de produção onde tenho os sites alojados está a correr CPanel e este permite a actualização de forma transparente de MySQL para MariaDB. Aproveitei um problema com o meu antigo fornecedor (tmzVPS), o qual não recomendo de todo, migrei para outra empresa com mais qualidade e aproveitei para testar o upgrade para MariaDB. Assim se algo corresse mal era só voltar atrás porque tinha ainda o outro servidor em produção, mas foi tudo bastante linear e não existiu qualquer downtime durante o processo.

Com o MySQLTuner verifiquei que as optimizações que tinha feito no MySQL continuavam activas, com a mesma configuração, e limitei-me a fazer uns testes e no meu caso a diferença de performance foi muito ligeira.

Pessoalmente recomendo a fazer a actualização para MariaDB antes de um upgrade para MySQL 5.7 uma vez que podem existir problemas de compatibilidade. E o MariaDB está mais que testado, o Google já usa, a Wikipedia está a usar desde 2013 e várias distribuições Linux deixaram de trazer MySQL para trazer MariaDB.

E o melhor de tudo é que é tirar um e colocar outro. Não existem alterações nas queries, os binários continuam com os mesmos nomes (mysqlcheck, mysqldump, etc) portanto não é necessária qualquer alteração em código já em uso.

Sempre fui um fã do Opera e ainda tenho o Opera 12 instalado, mas desde que o Opera passou a ser uma versão do Chrome que os utilizadores do Opera ficaram presos à versão 12 e foram migrando para outros browsers.

Mas agora temos o Vivaldi!

Vivaldi

Desde que o senhor Jon Stephenson von Tetzchner abandonou o Opera por não concordar com o rumo que o browser estava a ter, que este foi perdendo o pouco terreno que tinha nos desktops. O Opera sempre foi um browser virado para os power users, era rápido, seguro e trazia todas as funcionalidades necessárias sem plug-ins ou extensões.

Com o lançamento da versão 15 baseada no motor Blink, em vez do Presto desenvolvido pela Opera, o instalador aumentou de tamanho e quase todas as funcionalidades que faziam do Opera um browser especial desapareceram. A comunidade manteve-se no Opera 12 e outros foram-se rendendo mudando para o Chrome e Firefox, como eu fiz. A situação era tão grave que no inicio do ano existiam mais utilizadores com o Opera 12, versão descontinuada, do que com a nova versão do Opera.

Entretanto apareceu no inicio do ano um novo browser, de nome Vivaldi, e com Jon von Tetzchner aos comandos e uma boa parte da equipa do antigo Opera no desenvolvimento. A ideia é trazer de volta as funcionalidades do Opera 12 mas com um novo motor por trás, sendo o Vivaldi também baseado no motor Blink.

Já existem novas ideias, como a barra de topo mudar de cor conforme o website que estamos a visitar, ou as notas que agora englobam também capturas de ecrã.

Hoje entrou em versão Beta, e embora existam bugs e a implementação da geolocalização não fazer grande sentido no modelo actual, é um browser que promete e pode vir a recuperar uma grande parte dos antigos utilizadores fieis ao Opera 12.

Para mim, apesar de já o usar como segundo browser e a nível profissional, ainda não é o browser de eleição. Falta-lhe o antigo Dragonfly para desenvolvimento, mas é um bom substituto para testes no motor Blink, em vez de usar o Chrome que está cada vez mais pesado.

Animais Fofos

A Internet adora gatos e cães, mas especialmente gatos. Fotos, vídeos e memes de animais, a Internet está cheia deles.

Esta foi a minha tentativa de fazer algo, mas em português. Teve algum sucesso com tráfego do Brasil, mas a falta de tempo e interesse no projecto fez com que deixasse de ser actualizado e o tráfego foi diminuindo.

Tal como nos restantes sites, uma vez que deixam de ser rentáveis é para terminar.

Tal como nos anos anteriores, no 3º trimestre o número de acessos com telemóvel dispara. Sobe o número de utilizadores com Android e iPhone e entra em cena o Windows 10 e o novo browser Edge.

Estatísticas

 

Browsers
Browsers

O Chrome continua a crescer e o Safari tem um aumento considerável através dos dispositivos móveis.

Aparece em cena o Edge, o novo browser da Microsoft. Apesar de apenas ter começado a aparecer publicamente no início de Agosto já conta no total com mais utilizadores que a soma de utilizadores com versões antigas do Internet Explorer (versões 6, 7 e 8).

Frameworks conhecidas de Javascript e CSS estão a deixar de suportar estas versões do Internet Explorer, ajudando também a que a sua utilização reduza, obrigando os utilizadores a actualizarem para versões mais recentes.

Sistemas Operativos
Sistemas Operativos

Nos sistemas operativos aumentou a utilização de dispositivos móveis, estando o Android já com 28% do total de utilizadores e o iOS com 13%. O Windows Phone continua pouco expressivo com apenas 1.6% acima no entanto do número de utilizadores com Linux no desktop.

Falando do Windows, o Windows 10 teve um óptimo arranque, sendo já a terceira versão mais utilizada do Windows, com o Windows 7 o mais utilizado, seguido do Windows 8.1.

Resoluções
Resoluções

Nas resoluções de ecrã é notório o aumento da resolução 360×640. Infelizmente ainda não pode ser esta a resolução base para a web móvel uma vez que as versões do iPhone 5 e inferiores ainda usam uma resolução de 320 pixels de largura no browser.

As estatísticas aqui apresentadas são provenientes de vários sites com um público alvo generalista. São incluídos os dados de cerca de 150.000 utilizadores únicos baseados em Portugal.
Os dados aqui apresentados podem não corresponder ao público alvo do seu website.

O primeiro artigo que escrevi sobre o Windows 10 teve uma recepção engraçada, até parecia que tinha escrito algo sobre a Apple. Recebi comentários de todos os tipos, alguns por email a roçar o insulto, mas a Internet é mesmo assim.

Posto isto, aqui fica a minha experiência com o Windows 10, 10 dias depois.

Upgrade para Windows 10

Para dar ao leitor algum background já mexi em Windows 3.1, 95, 98, 98 SE, 2000, XP, 7, 8, 8.1 e até em servidores com Windows Server 2003, 2008 e 2012. Acho que tirando o ME e o Vista, mexi regularmente com quase todas as versões do Windows.

Podemos agora passar à frente e falar um pouco da experiência que foi o upgrade do 7 para o 10.

A primeira situação que me deixou com problemas de funcionamento do sistema operativo foi a falta de acesso à pasta C:\Windows\Temp. Esta situação ficou resolvida com uma instalação de raiz, mas esta instalação trouxe outros problemas.

A informação que foi passada pela Microsoft e repetida em vários sites é que a identificação da Motherboard iria ficar associada à chave do Windows 10. Ou seja, podíamos fazer uma instalação de raiz que o sistema operativo iria ficar activo sem problemas. Não foi o caso, e após várias pesquisas e ao ler o relato de vários utilizadores com o mesmo problema chegou-se à conclusão que a única forma de garantir a activação é fazer o “upgrade” a partir do 7 mas escolhendo a opção para não manter qualquer aplicação ou ficheiro pessoal. Assim a instalação é nova, aparte da pasta Windows.old e algumas pastas que possam estar no volume C.

O bloatware também tem solução com alguns comandos no PowerShell. O Thomas compilou os vários comandos para remover as aplicações adicionais do Windows 10. De acordo com alguns relatos a aplicação da Xbox estava a causar algumas dificuldades com alguns jogos.

Em termos de performance estou bastante satisfeito. Ainda existem situações estranhas, actualizações do Windows que por vezes falham, a janela de definições deixa de responder, problemas no acesso a redes Wi-Fi que não fazem broadcast do SSID (mas isto podem ser drivers).

Mantenho o meu veredicto. Se precisam do computador para trabalhar aguardem mais um mês ou dois para que estas nuances vão sendo corrigidas. Se gostam de experimentar o último grito da tecnologia e têm horas suficientes para perder na instalação e configuração do Windows, força com a actualização.

A julgar pela quantidade de artigos que se lêem pela net fora o Windows 10 é o melhor sistema operativo do mundo. Curioso decidi experimentar e aparenta ser melhor que o 8, mas não é assim tão bom.

Windows 10

Antes de mais devo dizer que a minha base de comparação vem do Windows 7, apenas usei o 8 para testes e o 8.1 actualmente em trabalho. Se compararmos o Windows 10 com o 8.1 realmente sim, é fantástico. Se o compararmos com o 7 deixa algumas coisas a desejar.

A instalação

Decidi testar o Windows 10 no Acer Ferrari One uma vez que a única utilidade que tem de momento é de ferramenta de diagnóstico para ligar ao carro. Como em caso de insatisfação existem 30 dias para voltar ao Windows 7, e se o rollback correr mal posso-o reinstalar de raiz pois existem poucos programas a instalar.

O processo foi demorado, foi feito o upgrade mesmo para testar como se portava e apesar das aplicações terem sido copiadas sem grande problema, alguns drivers não funcionam correctamente e o meu browser pré-definido passou a ser o Edge em vez do Firefox, assim como a aplicação para ver imagens, usando eu o XnView.

Para colocar o Firefox como pré-definido tive que aceder a uma espécie de painel de controlo onde tive que manualmente mudar o browser de Edge para Firefox. O CEO da Mozilla já se queixou do mesmo e com razão.

Após ter acesso ao Windows 10 o sistema estava bastante lento. Lá abri o Task Manager e verifiquei vários processos a consumir o CPU a 100%, na realidade a instalação não estava acabada, estavam a ser instalados aplicativos adicionais.

O Windows 10 trás bloatware

Uma das aplicações que estava a ser instalada era o Acer Explorer. Pensei eu, fantástico, deve ser a nova aplicação da Acer para a actualização de drivers, como existia com o Windows 7. Enganei-me, é uma aplicação para instalar jogos e outras aplicações da treta. Lá fui desinstalar e encontrei outras aplicações que não me lembro de ter pedido: Twitter, Skype, OneNote, Office…

Na realidade alguns são apenas atalhos para a loja ou outros sites para descarregar as aplicações. Ainda assim, sendo um upgrade dispensava. Outras “aplicações” para os mapas, Xbox e o próprio OneNote não podem ser desinstaladas.

Os problemas

Infelizmente tudo o que são ecrãs de configuração parece que foram feitos para dispositivos com o ecrã na vertical, ou seja, telemóveis. Não é usado todo o espaço do ecrã para apresentar itens. Felizmente descobri mais tarde que basta escrever control que passo a ter o painel de controlo antigo, utilizável num computador normal, sem ser preciso um tablet ou ecrã touch.

Isto levou-me à situação mais parva de todas, para tentar instalar um idioma e passar o Windows 10 para inglês, como permite no Windows 8, tinha que usar a barra de scroll vertical que é estupidamente fininha. Pensei, já que não existe pesquisa vou clicar num item ao calhas e depois carrego em I e devo ficar mais perto do inglês. Não foi este o comportamento e lá começou o Windows alegremente a instalar o Catalão. O pior de tudo, depois de conseguir instalar o pacote de línguas de inglês, não posso mudar a língua de apresentação do sistema operativo. Foi preciso reiniciar e voltar a aceder e reinstalar o pacote de idiomas para finalmente ter o Windows em inglês. Foi ainda preciso fazer mais alterações para ter também a entrada no Windows em inglês. Nada intuitivo.

Para evitar voltar a clicar em coisas sem querer decidi tentar instalar um driver mais recente da Synaptics. Abro o Firefox, começo o download, o WinRAR abre e começa a dar erros de permissões. Pensei que fosse algum problema da configuração do WinRAR e tentei aceder à pasta directamente, neste caso C:\Windows\Temp. Sou avisado que não tenho permissões e devo aceder ao separador Segurança para ter permissões. Coloco o meu utilizador com permissões e é-me devolvido um erro que não tenho permissões. Tentei fazer o mesmo, abrindo o Explorer como administrador, mas o resultado foi o mesmo. Curiosamente abrindo o WinRAR como administrador foi possível aceder ao ficheiro que o Firefox conseguiu gravar sem problemas e descompactar para outra pasta.

Alguns destes problemas penso que possam estar relacionados com ter feito upgrade directamente do 7, foi a primeira vez que actualizei para uma versão mais recente do Windows desta forma, mas pelo que percebi é a única maneira de ter a licença gratuita do Windows 10, depois então sim pode ser feita uma instalação de raiz, algo que estou a pensar fazer.

O menu iniciar

O tão afamado menu iniciar está de volta, ou será que está mesmo? Pois é, continuamos com o mesmo aspecto do Metro que existe no Windows 8, a única diferença é que não ocupa todo o ecrã. Não é possível escolher os programas que queremos que apareçam do lado esquerdo do menu iniciar, algo que era possível antes de ter saído a versão final do Windows 10.

Ou seja, ou escolhemos uma das opções da treta como os programas mais usados ou se quisermos uma lista fixa temos que usar o lado direito do menu iniciar, na área dos Live Tiles. Espero que isto venha a ser alterado.

A privacidade

O Windows 10 quase que parece o Google. Quer saber tudo sobre nós, desde a localização às pesquisas efectuadas. Felizmente é possível desligar muita coisa, mas fica sempre aquela dúvida sobre o que continua a ser enviado. No caso do Windows 7 não existia tanto esta situação, e como não tenho licença da Agnitum para o portátil não consigo bloquear estes pedidos e verificar que informação está a sair.

Ao menos a performance melhorou

O meu netbook não é nenhuma máquina infernal, o processador AMD tem dois cores a 1.2GHz, 3GB de Ram e uma ATI Mobility Radeon HD 3200. No entanto para a utilização que lhe dava chegava bem. Com o Windows 10 o netbook ficou muito mais rápido a ligar, imagino como será a performance com um SSD. A própria utilização do Windows é mais rápida, mas também não tenho o Aero Glass que tinha activo no Windows 7 e isso pode ajudar.

Veredicto

Tinha expectativas bastante elevadas para o Windows 10 e fiquei decepcionado. Vou dar mais uma oportunidade e continuar a testar e ver como as coisas evoluem. Possivelmente daqui a uma ou duas semanas sou capaz de refazer a instalação de raiz, e aí talvez as coisas funcionem um pouco melhor.

É sem dúvida uma boa melhoria relativamente ao Windows 8, não tanto ao Windows 7 (apenas em performance). Pessoalmente sugiro aguardar, e se quiserem testar usem um computador que não tenha grande utilidade como eu fiz, ou tentem a instalação numa máquina virtual.

Para utilizar a nível profissional ou no dia a dia ainda não me convence, várias opções de configuração foram removidas ou colocadas em locais pouco intuitivos, o menu iniciar é uma treta e o aspecto cinzento do painel de controlo é deprimente.

Este trimestre continua praticamente igual ao anterior, com a diferença que os acessos através de telemóvel continuam a aumentar, especialmente apanhando já o mês de Junho em que muitos portugueses começam a entrar de férias e usar telemóveis e tablets para aceder à Internet.

Estatísticas

 

Browsers
Browsers

O Chrome continua a ser o browser maioritário. O Internet Explorer continua a perder utilizadores.

Com a queda de utilizadores com Windows XP e a actualização para 7 ou 8, a versão 11 do Internet Explorer continua a subir tendo agora mais de 68% dos utilizadores deste browser.

Sistemas Operativos
Sistemas Operativos

Nos sistemas operativos aumentou a utilização de dispositivos móveis com Android, iOS e Windows Phone.

No caso do Windows a percentagem de utilizadores com Windows XP é de apenas 10%, sendo a versão 7 usada por mais de 58% dos utilizadores.

Resoluções
Resoluções

Nas resoluções de ecrã continua o aumento da resolução 360×640, já sendo usada por mais de 9% dos utilizadores nesta estatística.

As estatísticas aqui apresentadas são provenientes de vários sites com um público alvo generalista. São incluídos os dados de cerca de 150.000 utilizadores únicos baseados em Portugal.
Os dados aqui apresentados podem não corresponder ao público alvo do seu website.
 
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