Bibliotecas de Javascript, o Flash dos tempos modernos

Anda o mundo inteiro a delirar com o hype da web 2.0. Site que se preze tem que fazer requests em Ajax, de preferência desenvolvido com Ruby on Rails, nem que se trate de um simples site institucional. Para completar em beleza, tudo feito com 3 ou 4 bibliotecas de Javascript da moda para ter aqueles efeitos todos giros.

Bibliotecas de Javascript

Isto a mim faz-me lembrar o Flash. Em 2004 ainda existiam empresas nacionais que, se não queriam o site totalmente em Flash, pelo menos tinham que ter uma introdução. Estas empresas, que são as mesmas de hoje em dia, apenas querem ter um site com “tecnologia de ponta” e esquecem-se do essencial, os seus clientes.

Os comerciais e gestores de projectos adoram estes termos porque é giro dizer que a empresa onde trabalham já faz sites para a “web 2.0” mesmo que não percebam nada do que estão a dizer. Os developers também são culpados porque começam a espetar 1001 bibliotecas de Javascript sem qualquer tipo de redução de código ou compressão GZip.

No final, um site que poderia ocupar apenas 50Kb a carregar, vai ocupar 200Kb para mostrar a mesma informação esperando que o cliente use o formulário de contacto para ver os efeitos “super-avançados” que o site tem.

E é assim que a web tem andado para a frente (ou não). Tenho acedido a alguns sites que, só para aceder à primeira página, obrigam-me a descarregar 1MB de código.

A web está a ficar demasiado pesada sem necessidade, andamos a aumentar a carga nos servidores com mais pedidos de ficheiros (e cada vez maiores), e a queimar tráfego tanto no servidor como na ligação do cliente. É que não temos todos ligações de 100Mbps com tráfego ilimitado.

 
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eduardomaio.net - Às vezes mais valia ser Agricultor do que Programador
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