A visualizar apenas posts da categoria Mobile

Hoje foi um dia de novidades para os lados da Noruega. Foi anunciada a versão Alpha do Opera 11 com suporte a extensões e finalmente o Opera Mobile será lançado publicamente no espaço de um mês.

Estatísticas

A única coisa que sinto falta no Android é o Opera Mobile a que tinha acesso no Windows Mobile. De momento uso o Opera Mini por ser o único disponível. Confuso? Vejam as diferenças entre o Mobile e Mini.

O Opera Mobile para Android já estava disponível à muito tempo, mas limitado a OEM’s. Agora irá ficar disponível no Market e finalmente será possível navegar com o Opera num Android com aceleração por hardware, pinch-to-zoom e uma experiência de uma web igual ao desktop, ao contrário do que acontece com o Opera Mini.

Se as suas funcionalidades forem iguais às do Windows Mobile (devem ser certamente) continuará a existir o Opera Turbo que permite um download mais rápido da página e menos tráfego graças à compressão efectuada nos servidores Opera, tal como já acontece com o Opera Mini. O download pode ser feito no local do costume.

Foi ontem anunciado no blog dos developers do Android que o market pago vai finalmente estar disponível em Portugal, assim como noutros países.

Market pago do Android em Portugal

Dentro das próximas duas semanas os utilizadores do Android em Portugal vão ter acesso às aplicações pagas no Market, entre outros países. Esta sempre foi uma das grandes falhas do Android por ter um acesso limitado por país às aplicações pagas. Foram também adicionados vários países nos quais os developers podem agora publicar aplicações pagas.

Cheguei mesmo a fazer root ao meu Nexus One para ter acesso ao Market pago, e com o recente update do Android (2.2.1) o método que utilizei para root deixou de ser suportado. Agora que tenho o WaveSecure instalado como aplicação de sistema e o Market pago está a caminho já não faz sentido fazer root ao telemóvel. Bem jogado! ;)

Ontem ficou finalmente disponível a versão Beta do Angry Birds para Android. O interesse neste jogo era tão grande que a Rovio decidiu fornecer a Beta publicamente para que todos pudessem testar.

Angry Birds para Android

Para quem não conhece o jogo, temos à nossa disposição alguns pássaros suicida (e muito zangados :lol: ) que se catapultam através de uma fisga para destruir estruturas de madeira, vidro ou metal de forma a eliminar os porcos maquiavélicos que lhes roubaram os ovos.

O Angry Birds já rendeu mais de 3 milhões de dólares à firma finlandesa, o que é considerável para um jogo para telemóvel.

O jogo está com uns gráficos porreiros e no meu Nexus One corre bem, apesar de ter uns bugs com o multitasking (acho que andaram a inventar no AndroidManifest.xml), mas não nos podemos esquecer que estamos a falar de uma versão de testes. No Optimus Boston ainda não o consegui instalar porque não aparece no Market, mas existem mais pessoas a queixarem-se do mesmo, no Twitter da Rovio dizem estar a par da situação.

Infelizmente já acabei todos os níveis disponíveis na versão Beta, fico agora a aguardar pela versão completa e lá terei que usar um Market Enabler para ter acesso às aplicações pagas, já que em Portugal ainda não é possível comprar aplicações pelo Android Market.

Conhecem o Layar, o primeiro browser de realidade aumentada? A localização dos postos de abastecimento do Mais Gasolina passaram a partir de hoje a estar disponíveis através desta aplicação para Android e iPhone.

Mais Gasolina Mobile no Layar

Quando lancei o Mais Gasolina uma das primeiras funcionalidades foi a possibilidade de exportação dos postos para o Google Earth e para os GPS da TomTom. Mais tarde veio a exportação para os GPS da NDrive e o Mais Gasolina Mobile.

Agora o Mais Gasolina passa a estar disponível no Layar.

O Mais Gasolina não está de todo preso ao computador, está cada vez mais móvel, e a implementação desta nova funcionalidade é apenas mais um passo para garantir um acesso gratuito noutras plataformas móveis.

Para testar basta abrirem a aplicação Layar e procurar pelo layer Mais Gasolina.

No fim de semana passado anunciei mais uma novidade para o Mais Gasolina Mobile disponível em m.maisgasolina.com, a geolocalização.

Agora é mais fácil obter os postos de abastecimento perto da nossa localização, algo indispensável numa web app deste género.

Mais Gasolina Mobile no Nexus One

Esta funcionalidade era para ter sido implementada logo de inicio, mas algumas dificuldades técnicas fizeram com que o Mais Gasolina Mobile fosse lançado sem esta.

Assim, se o browser do nosso telemóvel for compatível com a API de geolocalização da W3C (Android, Opera Mobile) ficamos a saber quais os postos mais perto da nossa localização.

Simples e eficaz, certo? Mas e se o browser não for compatível com geolocalização?

A pensar nestes casos foi criada uma nova área no Mais Gasolina Mobile que não só resolve esta situação como adiciona uma nova funcionalidade interessante. Na pesquisa por local basta indicar uma cidade ou localidade para obtermos os postos mais perto de nós. Por exemplo, se estiver em Matosinhos e pesquisar por esse local vou obter os postos de abastecimento mais perto de mim.

A nova funcionalidade interessante é a pesquisa por postos perto de locais onde iremos estar. Vamos supor que estou em Matosinhos mas quero saber onde abastecer em Portimão e apenas tenho o telemóvel comigo, basta uma pesquisa por Portimão e rapidamente fico a saber as bombas mais perto daquela localização.

Para quem possui um GPS continuo a aconselhar os pontos de interesse, disponíveis desde o lançamento do Mais Gasolina, no entanto o Mais Gasolina Mobile é a forma ideal de obter informações sobre o posto e os preços praticados.

Passados 15 dias de usar o Froyo no Nexus One decidi partilhar aqui a minha experiência não só do telemóvel desde que o adquiri mas também deste upgrade ao Android.

Google Nexus One

Já tinha escrito anteriormente sobre os updates para o Froyo e sobre a sua demora para os telemóveis com ROMs europeias (aka Vodafone). Esperei uma semana, decidi desbloquear o bootloader e colocar a ROM disponibilizada do outro lado do atlântico e não podia estar mais contente. Ainda não saiu a actualização do Froyo para quem tem uma ROM europeia.

O Nexus One como telemóvel
O Nexus One como telemóvel deixa-me bastante satisfeito, a integração dos contactos com o Google Contacts e as aplicações do GMail e GTalk são um must-have para mim.

A qualidade das chamadas é fantástica. Comparado com outros telemóveis, em alta-voz a qualidade é muito superior graças aos dois microfones para cancelar ruído.

Os pontos fortes do Froyo
A actualização para o Froyo tornou o telemóvel muito mais rápido. Tudo responde de forma instantânea e ao navegar na Internet é onde se nota a maior diferença. As páginas carregam quase instantaneamente e a possibilidade de aceder a sites em Flash é fantástica. E a performance é excelente, ao aceder a um site pesado como o 2 Advanced as animações são fluídas e o som não tem soluços.

Agradou-me também bastante o widget News and Weather que foi actualizado para abrir os links das noticias directamente no browser e não na aplicação em si, permitindo-me visualizar estas no browser incluído ou no Opera Mini.

A nível de autonomia passei a conseguir 3 dias de autonomia com uma utilização razoável com Wi-Fi, 3G, sincronização de dados activa, chamadas, sms e navegação na internet. O meu LG aguentava uma semana ligado, mas também o seu processador era de 400MHz e não de 1GHz e não o utilizava de forma tão intensiva porque era um telemóvel limitado.

Os pontos fracos do Froyo
É verdade, nem tudo é positivo. Em todos os telemóveis que tive os botões do volume permitiam passar de Silêncio > Vibrar > Som, até com o Android 2.1 isso acontecia. Esta opção foi removida no Froyo e agora ou passamos de Silêncio > Som ou Vibrar > Som. Segundo o suporte do Google, alguns utilizadores ficavam confusos com a utilização desta funcionalidade.

Este é um problema do Android, ser feito nos Estados Unidos, mas já lá chegarei!

O hype do Tethering
O problema deste sistema operativo ser baseado nos Estados Unidos é o hype, muito típico da Apple, em apresentar funcionalidades que existem à anos em telemóveis asiáticos ou europeus. O meu Samsung através de infravermelhos (não existia Bluetooth ainda) funcionava como um modem, e eu cheguei a usá-lo. Os Nokia com um cabo especifico também funcionavam como modem e garantiam acesso à internet. E o Windows Mobile fazia a mesma coisa, por cabo ou por Bluetooth através do ActiveSync. Sendo um sistema operativo concorrente, não se percebe porque tal funcionalidade ficou por implementar.

A novidade do Froyo é mesmo a criação de hotspots para aceder à internet que me permite partilhar a ligação por mais que um aparelho, e não sei se não existirá nenhum Nokia que não fizesse isto.

Em conclusão
Estou bastante satisfeito com o Android 2.2 e com o Nexus One. Já experimentei vários telemóveis e as animações adicionais como o Sense ou o Motoblur, embora engraçados, interferem bastante no que é o Android. Com o Nexus One temos acesso ao que o Google considera um telemóvel high-end em que outros aparelhos se devem basear e, claro, temos acesso à experiência pura, vanilla, do sistema operativo Android

Foi anunciado no blog do Nexus One que chegou o último carregamento de aparelhos ao Google. Assim que estes forem vendidos através da loja online, o Google irá cessar a sua comercialização. Serão disponibilizados para os developers alguns aparelhos através do programa Android Market Publisher.

O Nexus One continuará a ser comercializado pela Vodafone na Europa e pela KT na Coreia, no entanto existem dúvidas sobre a continuidade da venda do Nexus One através da T-Mobile e AT&T.

O valor das acções está em queda, a Consumer Reports não recomenda a aquisição do iPhone 4, existe uma acção judicial contra a Apple e vários posts sobre problemas do iPhone 4 foram eliminados dos fóruns da Apple.

É um bom exemplo de relações públicas sobre o que não fazer em tempo de crise.

iPhone 4

Caiu por terra o que muitos já suspeitavam, o update de software era apenas um atirar de areia aos olhos apesar de muitos crentes acreditarem nesta salvação. O problema do iPhone não é de software mas sim de hardware, a Consumer Reports verificou essa situação e não aconselha a aquisição do iPhone 4.

Esta “bomba” vindo de uma fonte credível colocou os media nos EUA a falar dos problemas do iPhone 4, com vários especialistas a indicar que a Apple deve fazer um recall imediato do telemóvel e resolver esta situação de forma gratuita para evitar manchar ainda mais a reputação da marca e reconquistar a confiança dos consumidores e dos seus accionistas.

Lançar um comunicado a pedir para que agarrem no telemóvel de maneira diferente e, posteriormente dizer que é uma falha de software quando tal foi testado e desmistificado colocou a Apple num buraco fundo, e só um recall pode salvar a imagem da marca. Existe quem já compare este caso ao da Toyota, indicando as quedas de vendas e o prejuízo causado depois de serem conhecidos os problemas com os aceleradores.

Actualização a 17/07/2010:
A Apple fez uma conferência de imprensa onde tentou acalmar os ânimos em relação ao “Antennagate”. Confirma-se que existe um problema com a recepção do iPhone 4 e a empresa vai oferecer uma capa ou devolver o dinheiro a quem tenha comprado uma. Se mesmo assim os clientes não ficarem satisfeitos podem pedir a devolução do montante em 100% e devolver o telemóvel.

A equipa de engenheiros da Apple está neste momento a trabalhar 24/7 para encontrar uma solução pelas perdas de recepção, uma vez que a oferta das capas pode custar à Apple mais de 40 milhões de dólares.

Nesta conferência de imprensa, Steve Jobs comparou o iPhone a outros telemóveis, ao que os fabricantes acusados responderam que uma coisa é perder 1 barra ao segurar o telemóvel em certos pontos, outra é ficar sem sinal e a chamada cair.

Mesmo após esta conferência de imprensa a Consumer Reports mantém a sua posição e não recomenda o iPhone 4 até que uma solução séria seja conseguida, no entanto diz que a oferta de capas é um bom passo para garantir um aparelho funcional a quem já adquiriu o telemóvel

 
Copyright © 1985 - 2017 Eduardo Maio. Alguns direitos reservados.
eduardomaio.net - Às vezes mais valia ser Agricultor do que Programador
Ao navegar no blog eduardomaio.net está a concordar com os termos legais e de privacidade.