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As placas gráficas consomem cada vez mais energia, e se antigamente isto equivalia a bastante ruído das ventoinhas dos coolers das gráficas, actualmente estas podem funcionar em modo passivo permitindo ter 0 dB de ruído.

MSI GTX 960 4G

Algo que sempre me preocupou nas gráficas foi o aumento de consumo de energia que se tem verificado, os coolers cada vez mais ruidosos e os jogos cada vez mais dependerem da capacidade de processamento das gráficas, deixando o processador e a memória para segundo ou terceiro plano.

Eu sempre me preocupei com o consumo energético do computador, afinal menos energia equivale a menos calor e um pc mais silencioso. Com a saída do GTA V para PC e após algumas horas de jogo com a gráfica que tinha, uma HD 7770, decidi que estava na hora de fazer um upgrade. Esta gráfica funcionava bem em jogos como o Assetto Corsa e Cities: Skylines que são mais recentes e puxam um pouco mais pelo computador, mas o GTA V tem paisagens e detalhes fantásticos que merecia ser jogado com os gráficos o mais próximo do máximo possível.

Fazer um computador silencioso é fácil, mas fazer um computador silencioso e que tenha performance para jogar os títulos mais recentes é que se torna complicado e obriga a escolher os componentes com outros critérios.

Comecei a pesquisar de pé atrás por causa do ruído a que estava habituado, mas fui agradavelmente surpreendido pelos novos coolers que estão a ser utilizados. No caso da gráfica que comprei, uma MSI GTX 960 de 4GB o cooler usado é o Twin Frozr V. O TDP não é exagerado e após algumas reviews no Youtube percebi que ia conseguir manter o mesmo nível de silêncio que já tinha.

O modo de funcionamento é semelhante ao de um radiador de um automóvel e é algo que sempre deveria ter sido adoptado nos computadores. Usa-se um dissipador grande com ventoinhas que estão paradas e apenas a uma certa temperatura (neste caso 60º) é que estas arrancam para arrefecer a gráfica, voltando a desligar quando a gráfica arrefece (perto dos 52º).

Ora, a HD 7770 com o Accelero S1 Plus não passava dos 52º com a ventilação da caixa, logo não iria ser problema. Optei então por a comprar.

O Twin Frozr V

O dissipador é muito parecido com o Accelero S1 Plus, tem vários heatpipes mas tem ligação à parte de cima da gráfica o que ajudar a arrefecer as memórias de forma mais eficiente. Em idle curiosamente o Accelero é mais eficiente, embora o TDP seja superior e o consumo de energia desta gráfica seja de mais 3w em idle, nunca 3w vão equivaler a um aumento de 4 graus. Aqui também pode estar em causa o tamanho da gráfica que é maior, podendo bloquear o airflow.

Antes de começar a jogar instalei o MSI Gamming App que tem um botão que permite arrefecer a gráfica. Testei e assustei-me, o ruído das ventoinhas era demasiado, aliás mesmo com as ventoinhas da caixa e CPU no máximo deixava de as ouvir para só ouvir as da gráfica. Decidi então testar, coloquei o Assetto Corsa com os gráficos no máximo e com todas as ventoinhas da caixa a 540rpm abri o jogo na pista de Nürburgring. A temperatura da gráfica demorou a subir, mas lá chegou aos 60 graus. Achei estranho não ter começado a ouvir um ruído intenso das ventoinhas e vi a temperatura a descer calmamente.

Fiquei satisfeito, mesmo com a gráfica quente o ruído das ventoinhas era praticamente inaudível. O melhor de tudo, é que após 1 mês de uso da gráfica em vários jogos apenas com a ventilação da caixa a temperatura mais alta que verifiquei foi de 57 graus.

Um bom upgrade

Foi uma boa actualização, embora o TDP seja mais alto e o consumo em idle um pouco superior, o nível de ruído manteve-se igual. A gráfica não é um supra-sumo, é verdade, no Assetto Corsa com tudo no máximo apenas consigo 40fps, e ao reduzir os reflexos de Ultra para Very High consigo manter 70fps sem quebras o que é importante num simulador deste tipo.

O consumo energético é que deixa um pouco a desejar, mas no máximo todo o conjunto (computador, monitor e restantes periféricos) chega aos 240w em jogos que puxem bastante pela gráfica como o Assetto Corsa e o GTA V.

O Silent Life Project recebeu uma actualização de hardware e o consumo energético baixou para 87w em idle já com todos os periféricos incluídos.

Mais performance, menos consumo e o ruído continua a 0.

Silent Life Project - Novo Hardware

O hardware que tinha instalado já tinha alguns anos, e embora alguns componentes já tivessem sido trocados como os discos e a gráfica, estava na altura de pensar em alterar a configuração do PC. A ideia principal era comprar um SSD para disco principal, mas tinha que reinstalar o sistema operativo. Já que ia ter o trabalho porque não optar pela versão 64 bit e aumentar já a Ram para 8GB? Nova motherboard, novo processador e no fim tinha uma configuração nova.

Os componentes foram escolhidos com um compromisso entre performance e consumo energético, afinal quanto menos energia consumirem os componentes, menos calor e menos ruído.

O novo hardware

A gráfica já tinha sido substituída em Dezembro de 2012, a antiga HD3870 já não se portava a altura com alguns jogos, então optei pela MSI HD7770 de 1GB de Ram. Agora tinha optado por uma versão com 2GB, mas na altura não tinha intenções de aumentar a Ram do computador e com a diferença de preço e um sistema operativo a 32bit optei pela versão de 1GB.

A motherboard escolhida foi uma Asus H87-Pro por causa do número de portas USB3. Como não pretendo fazer overclock nem preciso de wireless ou bluetooth esta foi a escolha acertada.

O CPU foi o i5-4570S que tem o mesmo TDP que o E7200 que veio substituir (65w) com a diferença que tem 4 cores em vez de dois a uma velocidade superior. O E7200 era de 2.53GHz e o i5 2.9GHz mas com Turbo se apenas forem usados dois cores chega aos 3.6GHz

As memórias são umas G.Skill RipjawsX 2x4GB. Este foi o item que mais custou a escolher para “casar” com a motherboard e ter timings baixos sem usar voltagens elevadas como outras opções da Kingston que estiveram em vista, e como não ia fazer overclock não fazia sentido ter memórias com uma voltagem superior.

Nos discos mantive um dos 2.5″ da Seagate, removendo a configuração RAID e adicionei um Samsung 840 EVO. Foi aqui que notei as maiores diferenças no desempenho do computador.

O Samsung 840 EVO e o Seagate dentro do Scythe Quiet Drive
O Samsung 840 EVO e o Seagate dentro do Scythe Quiet Drive

O problema da placa de som

A placa de som teve que ser trocada. Tinha uma Audigy 2 Platinum eX com drivers que já não eram suportados mas que ainda corriam em Windows Vista e 7 a 32bit. Infelizmente ao passar para 64bit os drivers não funcionavam correctamente, tinha que fazer algumas alterações para os carregar e optei por mudar a placa de som por uma Asus Xonar Essence STX.

Esta placa é supostamente feita para audiófilos, tendo um amplificador para os headphones e um chip que é uma suposta evolução do que era usado na Audigy. O som é muito bom, mas o da Audigy era melhor.

Tem ainda uma funcionalidade interessante, mas que é irritante. Um relé que apenas fornece sinal aos auscultadores depois da placa arrancar. Isto é bom para evitar que os auscultadores se danifiquem, mas podiam ter usado um relé silencioso como se usa actualmente em equipamento de Hi-Fi e até em automóveis.

Parece ser a norma nos equipamentos de áudio recentemente. Verdade seja dita, para ouvir MP3 é aquela coisa, mas uma placa dirigida a audiófilos deveria ser superior a uma placa com 11 anos.

Consumo energético reduzido

O computador consumia 112w em idle, tendo reduzido o valor quando troquei a placa gráfica. Neste momento apenas consome 87w em idle.

Atenção que este valor engloba tudo, o computador em si e os periféricos necessários (monitor, UPS, router, etc). Não experimentei verificar apenas o consumo do computador, mas pelas minhas contas deve rondar os 65w a 70w.

Consumo em idle apresentado pelo Zalman MFC2
Consumo em idle apresentado pelo Zalman MFC2

As temperaturas estão 9 a 10 graus acima da temperatura ambiente com a gráfica em modo passivo e as ventoinhas a 360rpm. A jogar infelizmente nota-se que apesar do TDP do processador ser o mesmo, o i5 emite mais calor do que o E7200.

Visão geral do interior da caixa com o novo hardwar
Visão geral do interior da caixa com o novo hardware

Estou bastante satisfeito com o consumo de energia que reduziu consideravelmente e com o aumento de performance que se nota diariamente vindo do SSD. Se estão a pensar em fazer um upgrade um SSD é essencial, é uma diferença de performance que se nota diariamente e não apenas em jogos ou aplicações mais pesadas.

Em Julho de 2008 iniciei um projecto para criar um computador silencioso e de baixo consumo, mas que tivesse performance suficiente para jogar. Era arrefecido a água e bastante silencioso mas com o tempo foi-se tornado mais ruidoso e decidi começar de novo, mas optei pelo aircooling e pelo arrefecimento passivo de componentes.

Os resultados são surpreendentes!

Silent Life Project - Aircooled Stage

Primeiro devo explicar porque é que o meu computador se tornou cada vez mais ruidoso, até porque num vídeo que coloquei não se ouve nada. Tudo começou com os discos, depois de um Samsung ter avariado decidi usar dois em Raid1. O ruído aumentou assim como as vibrações e a performance não era a melhor por serem de 5400RPM.

Optei então por dois Seagate também de 2.5″ mas de 7200RPM. São considerados os discos mais silenciosos do mercado (tirando os SSD, óbvio) mas mesmo assim vibravam um pouco e a minha velhinha Chieftec já não estava nas melhores condições para absorver as vibrações.

A bomba de água já era antiga e começou também a fazer algum ruído e já não tinha o computador super-silencioso que tinha montando no inicio. Para ajudar à festa o meu depósito de água estalou e começou a derramar. Foi, literalmente, a última gota de água :lol:

A opção pelo Aircooling

O watercooling era a única opção para quem queria um computador silencioso e rápido. Felizmente as coisas mudaram e agora temos torres para arrefecer processadores com ventoinhas de 140mm e uma panóplia de produtos para arrefecimento passivo. Até fontes passivas com qualidade já existem no mercado.

O watercooling continua a ser mais eficiente e silencioso quando um computador está em full load, mas a manutenção associada e o ter que esvaziar o circuito sempre que é necessário efectuar alguma alteração acabam por ter um peso negativo que favorece o aircooling.

Voltei então à bíblia dos computadores silenciosos, o Silent PC Review, e comecei a escolher novamente os componentes a dedo. O primeiro passo foi optar pelo Artic Cooling Accelero S1 Plus, afinal se é passivo não faz ruído e os testes demonstravam que a gráfica se aguentava bem a 80º. Depois veio a indecisão do cooler para o processador, mas acabei por começar a pensar em trocar de caixa primeiro, afinal de contas se já não ia usar watercooling não precisava de ter uma caixa com janela para detectar fugas. Optei pela Fractal R3 e como iria ter uma caixa fechada pude finalmente escolher um cooler da Noctua para o processador, é que as ventoinhas são um bocadinho feias :lol:

Noctua NH-C12P SE14

Após muito pesquisar acabei por me decidir pelo NH-C12P SE14 da Noctua. É muito mais leve que o NH-D14 e ao levar apenas uma ventoinha faz menos ruído e consome menos energia. E com um processador como o E7200 com um TDP de 65W é mais do que suficiente.

Como a posição da ventoinha é mais “convencional” e aponta directamente para a motherboard sempre vai ajudar a arrefecer os componentes desta. E uma vez que a gráfica vai ficar em modo passivo vai ser uma boa ajuda para arrefecer aquela área.

O NH-C12P SE14 já instalado com a ventoinha de 140mm
O NH-C12P SE14 já instalado com a ventoinha de 140mm

A instalação é bastante simples e é compatível com vários sockets, incluindo os novos LGA2011. Fiquei um pouco de pé atrás com o facto do dissipador usar apenas dois parafusos para prender à backplate, mas fica bem preso.

Artic Cooling Accelero S1 Plus

Se o que queremos é silencio temos que optar por componentes silenciosos. E sem partes móveis o Artic Cooling Accelero S1 Plus é perfeito.

De inicio estava bastante apreensivo porque a gráfica é o componente mais quente do meu computador. Arrefecido a água chegava aos 42º a jogar, então em passivo iria ter a gráfica a chegar aos 90º. Como tinha o Turbo Module disponível decidi avançar com a compra e testar, e ainda bem que o fiz!

A instalação deste cooler é demorada por causa dos heatsinks para a RAM e a VR. Só para preparar a massa térmica adesiva da Artic Cooling são precisos 5 minutos e depois a gráfica tem que ficar umas 4 horas a curar o adesivo caso contrário não vai colar correctamente. Tirando isso é um óptimo produto.

Os heatsinks da RAM e VR na ATI HD3870
Os heatsinks da RAM e VR na ATI HD3870
Artic Cooling Accelero S1 Plus montado na HD3870
Artic Cooling Accelero S1 Plus montado na HD3870

Scythe Quiet Drive 2.5″

Depois de tudo montado a única coisa que ouvia em idle eram os discos. Comprar discos SSD estava fora de questão (700 Euros por 512GB :lol:) então optei por tornar os que tinha ainda mais silenciosos. Comprei dois Scythe Quiet Drive e deixei de ouvir os discos, apenas ouvia uma pequena vibração quando os discos estavam a ser usados com mais frequência.

Scythe Quiet Drive
Scythe Quiet Drive

Montei então os Scythe já de si silenciosos em cima de espuma e agora só consigo ouvir os discos de madrugada se tiver o ouvido quase encostado ao computador.

Fractal Design Define R3

Como a minha antiga Chieftec já não estava nas melhores condições pois tinha a frontal de plástico a vibrar decidi optar por uma caixa nova e já insonorizada. Se tenho o carro insonorizado porque não o PC?

Esta caixa já permite ter ventoinhas de 120mm em todo o lado, tem uma porta à frente que para mim é indispensável e tem um aspecto sóbrio e elegante. A caixa já trazia duas ventoinhas de 120mm mas claro está, tive que as trocar por umas Nexus D12SL ;)

A qualidade de construção da caixa é boa, apenas os painéis laterais pecam por serem demasiado “frágeis”, mas também venho mal habituado de uma caixa com laterais em aço japonês de 0.8mm. O espaço para a arrumação de cabos é bom, embora uma fonte modular ajude bastante.

Os acabamentos são excepcionais sem arestas vivas, com muitos sítios para colocar abraçadeiras a prender cabos e com bom aspecto no interior. Até os pés da caixa têm bastante borracha isolando vibrações. Nota-se que foi feita com gosto.

Duas Nexus D12SL a fazer intake
Duas Nexus D12SL a fazer intake

O único problema que tive foi para montar o Zalman MFC2 que teve que ficar recolhido para dentro da caixa porque a tampa não tem espaço suficiente para fechar.

Zalman MFC2
Zalman MFC2

A fonte de alimentação continua a ser a Seasonic S12-500w, mas como a ventoinha original começou a fazer uns cliques irritantes substitui-a por uma Nexus D12SL ligada directamente ao controlador da própria fonte que a tem sempre a rodar a uma velocidade lenta. Pena não ser modular pois ajudava bastante a reduzir o número de cabos mas como os consegui arrumar de forma a não prejudicar o airflow não vou trocar de fonte.

Visão geral do interior da caixa
Visão geral do interior da caixa

Testes e resultados

O computador tem no total 5 ventoinhas, 4 Nexus de 120mm e uma Noctua de 140mm. Tirando a ventoinha controlada pela fonte de alimentação as restantes estão a 360rpm. Com a temperatura ambiente a 21º o processador anda nos 32º e a gráfica nos 40º em idle. Se abrir um vídeo em 1080p a gráfica sobe apenas 2º.

Se colocar as ventoinhas no máximo consigo temperaturas tão boas como com watercooling, mas com mais ruído. O grande teste foi abrir o F1 2011 e deixar o jogo a correr no menu que curiosamente produz mais calor do que a jogar :lol:

O computador ficou ali cerca de 30 minutos com as ventoinhas a 360rpm (inaudível portanto) e as temperaturas máximas foram de 46º para o processador e 70º para a gráfica. Assim que começava a jogar reduzia a carga e a gráfica descia para os 62º sem mexer nas ventoinhas.

Visão geral do exterior da caixa
Visão geral do exterior da caixa

O melhor de tudo é que só sei que o computador está ligado porque tenho o led no topo porque está inaudível ;)

Esta é a configuração actual da minha máquina, sem alguns periféricos que não fazem propriamente parte do projecto como o UPS ou a impressora.

Hardware:
– Caixa Chieftec TX10BD (Scorpio)
– Fonte Seasonic S12-500w
– Motherboard Asus P5Q Pro
– Processador Intel C2D E7200
– RAM OCZ Reaper PC8500 2x1GB
– Gráfica Asus EAH3870 512MB
– Placa de Som Audigy 2 Platinum eX
– Discos: 2x Samsung 320GB SATA 2,5" (Raid 1)
– Leitor de cartões Revoltec

Arrefecimento:
– Bomba Eheim 1046
– Bloco AquaComputer Cuplex Pro Rev3 (CPU)
– Bloco EK FC 3870 Acetal (GPU)
– Reservatório Innovatek Tank-O-Matic
– Radiador Airplex Evo 360

– 1 ventoinha Nexus D12SL 120mm (radiador)
– 2 ventoinhas Nexus SP082512L 80mm (outtake)

Modding:
– Lateral com acrilico
– Base em acrilico
– Leds azuis
– Coolermaster Aerogate II
– Suportes radiador AquaComputer

Após 2 horas a jogar Race Driver: GRID tive o meu primeiro BSOD (Blue Screen of Death). O processador encontrava-se a 43º enquanto que a gráfica, na parte das memórias, estava a 67º!

É o que dá quando se joga com o radiador em passivo e as 3 ventoinhas na caixa a aproximadamente 360rpm.

Coloquei então uma das Nexus D12SL no topo do radiador e aumentei a rotação às restantes, estando tudo a funcionar a 720rpm, após terem estado 5 minutos a rodar a 12v enquanto escrevia este post para a máquina arrefecer.

Apenas por curiosidade, a jogar Race Driver: GRID o computador tem um consumo total de 201w com resolução a 1280×1024, 4xAA e restantes efeitos em High. As gráficas andam a consumir energia que é uma coisa doida.

Ia ficando careca de tanto puxar os cabelos à procura de ventoinhas, parece que todas as lojas nacionais agora só sabem vender Noctua que são feias que doi, outras lojas nem vender sabem!

Procurei por ventoinhas da Nexus ou em alternativa da Scythe em 80mm, encontrei então as da Nexus à venda em duas lojas, uma nem resposta me deu, outra indicou-me uma alternativa à umas Nexus Real Silent de 80mm e 17.6dB que tinha pedido: Umas ventoinhas da Spire de 120mm (não de 80) que fazem 38dB!

Desisti de tentar ajudar a economia nacional e encomendei 4 ventoinhas Nexus e 2 suportes em silicone também da Nexus no site holandês Silent PC Shop.

Após uma semana chegou a encomenda.

Material Nexus
Material Nexus

Duas Nexus D12SL de 120mm, duas Nexus SP802512L de 80mm e dois suportes em silicone de 80mm para absorver os ruídos.

Antes de ter recebido a encomenda fiz alguns testes e cheguei à conclusão que tinha mais efeito ter uma ventoinha a puxar o ar quente do que uma a meter ar fresco, tanto que até o consumo de energia baixou 2w durante os testes, parece que o calor prejudica bastante a eficiência dos componentes.

Assim, e como já sabia onde iria colocar as ventoinhas comecei a passar cabos, liguei tudo e regulei as ventoinhas à procura de ruído ou de vibrações para garantir que a instalação estava correcta.

Nexus D12SL
Nexus D12SL a fazer intake
Nexus D12SL
Nexus D12SL a fazer intake

Eu sei que a ventoinha de intake não está grande coisa, o local ali é para duas ventoinhas de 80mm e a bomba de água está a tapar metade da ventoinha. No entanto não existem ruídos adicionais do ar a bater na bomba de água, e esta assim sempre vai sendo arrefecida de forma activa já que o radiador se encontra de momento em modo passivo.

Nexus SP802512L
Nexus SP802512L em outtake

Aqui as duas SP802512L a fazer outtake nos suportes originais da Chieftec com os suportes em silicone na traseira para reduzir vibrações para o chassis.

Fiquei muito satisfeito, têm um bom airflow e não têm nenhum ruído caracteristico como algumas das ventoinhas que já experimentei. Consomem também pouca energia o que é positivo e o contraste preto/branco até lhes dá um ar distinto e não fica muito mal na caixa.

Entretanto sobrou uma ventoinha de 120mm, o objectivo era colocar esta nas baías de 5.25″ uma vez que o ar tende a aquecer bastante ali, mas com alguns dos cabos que lá passam tornou-se complicado de a colocar lá. Pode ser que a coloque no radiador com um switch on/off para aquelas tardes mais quentes de verão a jogar.

O consumo em idle do computador passou de 114w para 112w.

Agora que tenho o MFC2 tenho feito vários testes com o consumo energético do computador. Vou comparando as diferenças entre ter um browser aberto, um programa de edição de imagem ou até a desfragmentação do disco vendo as diferenças de consumo.

Preocupo-me bastante com o ambiente e faço o que está ao meu alcance para reduzir o meu impacto no mesmo, não me fico pelas emissões de CO2 que estão na moda, mas também pela reciclagem ou a redução do consumo de água. O ambiente agradece e a carteira também.

Lembrei-me então do hype em torno do Blackle e todos os sites cópia que apareceram (tipo Mais Gasolina vs GasMappers) e muita gente quer em blogs ou fóruns a dizer que estavam a salvar o planeta porque poupavam muita energia.

Eu alertei que num CRT isso poderia ser possível mas os ganhos iriam ser mínimos a não ser que fosse um monitor muito antigo, já num TFT provavelmente o efeito seria o inverso, inclusivé no Techlogg fizeram um teste onde comprovaram isso mesmo.

Decidi então testar em vários browsers de forma repetida as diferenças no consumo energético entre o Google e o Blackle e os resultados foram sempre os mesmos: 112w de consumo com o Google, 113w de consumo com o Blackle.

Decidi então aumentar o brilho para o máximo do monitor e os resultados foram semelhantes: 120w de consumo com o Google, 122w de consumo com o Blackle.

O monitor que uso é um LG1720B e os resultados são semelhantes aos restantes LG, Benq e NEC testados.

Portanto usar o Blackle não reduz o consumo de energia e emissões de CO2, bem pelo contrário. E não, o Blackle não é uma iniciativa do Google.

 
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