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Sempre fui um fã do Opera e ainda tenho o Opera 12 instalado, mas desde que o Opera passou a ser uma versão do Chrome que os utilizadores do Opera ficaram presos à versão 12 e foram migrando para outros browsers.

Mas agora temos o Vivaldi!

Vivaldi

Desde que o senhor Jon Stephenson von Tetzchner abandonou o Opera por não concordar com o rumo que o browser estava a ter, que este foi perdendo o pouco terreno que tinha nos desktops. O Opera sempre foi um browser virado para os power users, era rápido, seguro e trazia todas as funcionalidades necessárias sem plug-ins ou extensões.

Com o lançamento da versão 15 baseada no motor Blink, em vez do Presto desenvolvido pela Opera, o instalador aumentou de tamanho e quase todas as funcionalidades que faziam do Opera um browser especial desapareceram. A comunidade manteve-se no Opera 12 e outros foram-se rendendo mudando para o Chrome e Firefox, como eu fiz. A situação era tão grave que no inicio do ano existiam mais utilizadores com o Opera 12, versão descontinuada, do que com a nova versão do Opera.

Entretanto apareceu no inicio do ano um novo browser, de nome Vivaldi, e com Jon von Tetzchner aos comandos e uma boa parte da equipa do antigo Opera no desenvolvimento. A ideia é trazer de volta as funcionalidades do Opera 12 mas com um novo motor por trás, sendo o Vivaldi também baseado no motor Blink.

Já existem novas ideias, como a barra de topo mudar de cor conforme o website que estamos a visitar, ou as notas que agora englobam também capturas de ecrã.

Hoje entrou em versão Beta, e embora existam bugs e a implementação da geolocalização não fazer grande sentido no modelo actual, é um browser que promete e pode vir a recuperar uma grande parte dos antigos utilizadores fieis ao Opera 12.

Para mim, apesar de já o usar como segundo browser e a nível profissional, ainda não é o browser de eleição. Falta-lhe o antigo Dragonfly para desenvolvimento, mas é um bom substituto para testes no motor Blink, em vez de usar o Chrome que está cada vez mais pesado.

Até agora se quiséssemos usar o PHP 5.5 com o WordPress tínhamos um festival de erros se não fosse usado um plug-in que permitisse o acesso ao MySQL por mysqli ou PDO. Com o WordPress 3.9 isso acabou.

Wordpress

Agora passa a ser possível usar PHP 5.5 com o WordPress 3.9, uma vez que passa a ser usado o mysqli quando as funções mysql não estão disponíveis.

O ideal seria a opção pelo PDO para que no futuro se possa migrar facilmente para MariaDB, Percona, ou MongoDB. Desta forma já passa a ser possível utilizar a última versão do PHP e até ver são raros os plug-ins que continuam a aceder directamente ao MySQL sem usar o wpdb do WordPress.

O Opera foi em tempos, para mim, o melhor browser que existia. Foi o pioneiro na navegação com abas (tabs), apresentou o Speed Dial, os nicknames para os favoritos (escrever gasolina e aceder a www.maisgasolina.com) e o interface MDI.

Infelizmente com o lançamento do Opera 15 tudo mudou e está na altura de mudar de browser.

Raposa na neve

Fui forçado a deixar o Opera 12 pelo Google que começou a bloquear o acesso a certas funcionalidades como o AdSense. Ainda era possível o acesso mascarando o Opera como Firefox, mas deixava de ver os gráficos apresentados, que funcionam na perfeição se identificar o browser como Opera. Para uma empresa com um browser que defende os standards da internet é estranho este browser sniffing.

Deixou de ser produtivo usar o Opera desta forma e decidi procurar uma alternativa. Optar pelo Opera 15 está fora de questão e o Chrome coloca-me dúvidas sobre a protecção da minha privacidade. Chegou a altura de deixar o browser que comecei a usar e cheguei a comprar por outro browser semelhante, mas actualizado. O único que me permitia um nível de performance, segurança e personalização suficiente é o Firefox.

Foram precisos vários add-ons para colocar a raposa a cantar bem, mas com a ajuda dos fóruns do Opera consegui obter vários add-ons que permitem ter uma experiência semelhante ao Opera 12. Alguns destes addons foram desenvolvidos para isso mesmo, trazer funcionalidades do Opera para o Firefox.

Tabs

O Opera foi o primeiro browser a ter navegação por abas e até à versão 12 continua a ser o que melhor gere as várias abas. Felizmente existe o add-on Tab Mix Plus que trás várias das funcionalidades do Opera para o Firefox. A extensão Private Tab permite também abrir uma aba de navegação privada tal como o Opera 12.

Controlo de conteúdo

No Opera bloquear o acesso a certos sites ou bloquear o Javascript num site em especifico era simples. No Firefox temos dois add-ons, o Block site para o bloqueio de conteúdo de certos endereços e o YesScript que permite bloquear o Javascript em certos sites.

Wand

O Wand é fantástico na gestão de passwords, e nem com plug-ins o Firefox consegue chegar ao mesmo nível de funcionalidade. Mas já ajuda ter os add-ons RememberPass para permitir guardar passwords em todos os sites e o Secure Login que é baseado no Wand e permite funcionalidades como usar vários logins para o mesmo website ou o login automático através de um atalho do teclado ou um ícone.

SpeedDial

O SpeedDial é um must-have do Opera e nenhum browser conseguiu uma implementação de algo tão fundamental, afinal apenas visitamos um número limitado de websites diariamente. O melhor que encontrei foi o Fast Dial que permite personalizar o aspecto para ser o mais semelhante possível ao Opera.

Interface

Para permitir ter o interface semelhante ao que usava no Opera precisei de instalar o Movable Firefox Button para ter um ícone pequeno tal como no Opera para o menu e o Menu Editor, um mal necessário para retirar várias opções dos add-ons instalados do menu de contexto nas páginas.

Para me ajudar nos downloads e permitir abrir um ficheiro em vez de guardar, tal como no Opera 12, instalei o OpenDownload².

Dragonfly e Notes

O Dragonfly é muito bom para o desenvolvimento web, felizmente existe um add-on ainda melhor para o Firefox, o Firebug. No browser no escritório algo impensável é não ter acesso às notas. O ScrapBook é perfeito, e como tinha as notas do lado direito do ecrã tive também que instalar o RightBar.

O Firefox passou a ser vencedor no teste Web Browser Grand Prix do Tom’s Hardware, e se em versões anteriores era tudo menos estável e fiável, actualmente aparenta ser um browser com alguma qualidade. Espero que esta lista de add-ons possa ser útil a quem pertence aos 1% que ainda usam o Opera 12 e, tal como eu, não se identificam com a nova versão do Chropera.

A versão 3.7 do WordPress passou a permitir actualizações automáticas. Uma boa notícia para quem tem vários blogs e uma óptima notícia para reduzir o número de sites com WordPress com injecção de código.

Wordpress

O WordPress tem vindo a evoluir na forma como podemos actualizar o mesmo. Antigamente era necessário fazer download dum arquivo em ZIP ou TAR e descompactar o mesmo e reescrever todos os ficheiros e voltar a fazer upload (para aqueles com apenas acesso FTP).

Depois apareceu o one-click update em que bastava fazer login e caso existisse um update a ser feito bastava clicar num botão e o WordPress tratava de tudo.

Agora nem isso é preciso, é lançada uma nova versão, a nossa instalação do WordPress verifica se existem updates e automaticamente actualiza o WordPress por nós. Para quem tem vários blogs em WordPress esta é uma óptima notícia.

Agora o WordPress passa a ficar actualizado com a versão mais recente, enviado uma notificação por email sempre que uma actualização é aplicada. Isto vai reduzir o número de blogs com WordPress atacados com injecção de código.

Este é, feliz ou infelizmente, o caminho a seguir. O ser humano é preguiçoso por natureza, veja-se o caso das actualizações do IE6 pela Microsoft e do IE10. Tudo isto ajuda a tornar a Web mais segura.

A equipa do Opera tinha anunciado que ia deixar de usar o Presto para passar a usar Webkit (e mais tarde Blink). Infelizmente não mudaram apenas o motor de processamento mas também todo o resto do browser

Opera vs Chrome

Já tinha escrito no blog que o Opera está cada vez mais parecido com o Chrome e a versão 12 tem sido tudo menos estável.

Desta vez o Opera terminou e passou a ser o Chrome com o Speed Dial. O preview do Opera Next é basicamente o Chromium com um O vermelho no topo esquerdo e o Speed Dial.

Tudo o que faz do Opera o Opera desapareceu: Notas, Favoritos, Wand, Opera Link, cliente de Mail, personalização do browser.

No blog do Desktop Team e na página do Google Plus do Opera começaram a chover criticas que foram ignoradas, tendo sido indicado que o futuro do Opera era este e que era muito improvável que estas funcionalidades voltassem ao Opera.

Desde a saída de Jon Stephenson von Tetzchner e a fuga de talentos do Opera para o Chrome que este browser tem vindo a ficar estagnado. Será esta a machada final para o Opera? Irão os power users manter-se no Opera 12.15 ou irão adaptar-se ao novo Opera se este tiver extensões para suprimir todas estas falhas? Será preferível optar pelo Chrome que irá ter actualizações mais rápidas?

Parece que vêm aí tempos difíceis para o Opera uma vez que este está a perder mercado tanto nos dispositivos móveis (em Android o Chrome é rei) e agora também nos computadores e portáteis.

Finalmente! A Microsoft anunciou que a partir do próximo ano vai começar a actualizar de forma automática as versões antigas do Internet Explorer.

A web vai poder continuar a evoluir!

Internet Explorer 9

Uma das grandes dores de cabeça dos web developers actualmente são as versões antigas do Internet Explorer, especialmente o IE6 e IE7. A maior parte das empresas já não os suportam, o Youtube é o melhor exemplo e até a Microsoft quer matar o Internet Explorer 6 de vez.

Em Portugal a utilização do IE6 encontra-se em 1.1%, o que é insignificante. A percentagem de utilizadores com IE7 anda pelos 4.7%. São valores baixos, mas em algumas empresas estes browsers são usados para garantir compatibilidade com aplicações antigas (com 5 ou mais anos), ou por simples casmurrice de quem faz a gestão do parque informático.

Assim estas versões vão ser actualizadas, no XP o IE vai ser actualizado para a versão 8 e no Vista e 7 o IE9 passará a ser a versão disponível. Isto é óptimo para aqueles que não fazem actualizações.

Podem continuar a espalhar a palavra para que os IE’s antigos sejam actualizados, um bom ponto de partida é o site IE6 Countdown da própria Microsoft, embora o ideal sejam mesmo sugerir um browser a sério como o Opera, Chrome ou Firefox.

O Opera é o meu browser. Uso-o para quase tudo no entanto passei a sugerir a outras pessoas que experimentem antes o Google Chrome.

“Blasfémia” gritam vocês, mas passo a explicar as minhas razões.

Opera vs Chrome

O Chrome está para o Opera como o Mac está para o PC. É utilizado por quem quer ter uma boa experiência mas não tem conhecimentos técnicos suficientes para tirar partido de uma aplicação. Sim, um Mac é uma versão dumbed down dum PC com uns ícones engraçados.

Mas esta comparação talvez não seja correcta. É que o Chrome é gratuito, deixa instalar as extensões que quiserem e não vos conota como um hipster kitty :lol:

Por ser simples de usar, seguro, garantir uma experiência a 100% em todos os sites e actualizar-se de forma simples e sem chatear o utilizador passou a ser o browser de eleição para quem quer navegar na web mas não tem conhecimentos técnicos.

O Chrome é no entanto o culpado de eu gostar cada vez menos do Opera, simplesmente porque o Opera está a tornar-se no Chrome. É verdade que o facto de alguns talentos do Opera estarem agora a trabalhar para o Google ajuda, mas não é razão para andar a copiar os outros.

O Opera sempre foi o browser inovador, as famosas tabs começaram no Opera, a sincronização de dados (favoritos, notas, etc) começaram no Opera e o fantástico Speed Dial apareceu no Opera e ainda ninguém conseguiu fazer melhor.

Existem vários browsers que aplicaram estas ideias nos seus produtos e o Opera foi continuando a inovar noutros campos. Apesar de tudo a percentagem de utilizadores do Opera sempre foi baixa.

O problema começou com as recentes alterações no interface. E se as coisas estavam a correr maravilhosamente até à versão 11.11, com a versão 11.50 estragaram tudo e agora não se percebe se o Opera tenta copiar o Chrome ou se está a fugir do Firefox.

O futuro do Opera

Com o Chrome a conquistar cada vez mais mercado e com vários produtos do Google a ignorarem a presença deste browser não vejo um grande futuro para o Opera, ficando com apenas 3% dos utilizadores. O problema é que o Opera perdeu a sua alma e desde Abril que tem vindo a perder utilizadores para o Chrome.

A adição de extensões, widgets e do Opera Unite apenas vêm complicar ainda mais esta situação. O Opera Unite não teve grande adesão, as extensões e os widgets sobrepõem-se entre si (faz lembrar o Joomla com os módulos e plug-ins) e o browser acaba por perder o seu rumo como um produto inovador.

Porque vou continuar a usar o Opera

O Opera vai continuar a ser o meu browser de eleição. O Speed Dial, o Wand e a sincronização com o Opera Link são fantásticos e nenhuma extensão para o Chrome consegue lá chegar perto. Em termos de desenvolvimento também continua a ser o ideal por respeitar à risca as recomendações da W3C tornando o meu trabalho mais simples.

Para o utilizador comum o Chrome é a escolha ideal (esqueçam o Firefox e o Internet Explorer), mas para o power user o Opera continua a ser uma boa alternativa.

 
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