Google Nexus One – As primeiras impressões

Nunca fui de trocar de telemóvel regularmente. Se sai um modelo novo que tem mais 30 minutos de autonomia ou mais 1MP, para mim é igual.

Comigo os telemóveis duram sempre no mínimo 2 anos no activo e apenas troco porque avariou ou já está de acordo com as minhas necessidades actuais.

Depois apareceu o Nexus One.

Google Nexus One

O Nexus One foi um telemóvel que me agradou bastante, não porque consiga fazer mais coisas que o LG KS20 com WM6 que tinha, mas porque as faz de uma forma mais intuitiva e simples.

Grande parte dos serviços online que uso giram à volta do Google, logo a sua integração com o GMail e os seus contactos, o Google Calendar e o GTalk são perfeitos para o uso que lhe iria dar, afinal além do envio de SMS/MMS e chamadas, o que mais faço no telemóvel é consultar o email e navegar na net.

Por fora

Sempre gostei de telemóveis pequenos e leves, o Samsung S300M que tive é um bom exemplo disso. Ao passar do LG KS20 para o Nexus One o que notei mais foi o peso, afinal passei de 90g para 130g.

O telemóvel tem um toque e manuseamento robusto, o corpo com partes em metal ajuda, assim como o peso acrescido que faz com que este se sinta bastante sólido nas nossas mãos.

O ecrã é enorme e tem uma qualidade fantástica, ou não fosse ele LED. Apesar do seu baixo consumo, num dia normal de uso com 3G activo e sincronização de dados a funcionar, o ecrã consome cerca de 50% da energia utilizada pelo telemóvel. Para conseguir descarregar a bateria toda em 24 horas é necessária uma utilização intensiva com jogos e aplicações que usem muito o processador.

Utilização por toque

Algo que sempre me chateou no WM6 foi ter que usar a stylus para aceder a algumas funcionalidades, porque não foi pensado para usar com os dedos. O Android foi feito a pensar nisso, afinal de contas temos 10 stylus incluídos no nosso corpo.

O ecrã é bastante simples de usar e responde bem ao toque, não é muito sensível mas também não precisamos de bater no ecrã para carregar num botão.

Li vários testes onde se queixavam dos botões por toque. Eu não tenho razões de queixa, se calhar por estar habituado a este tipo de botões nos ecrãs e televisões LED da LG. Aliás, se os botões fossem mecânicos iriam estragar o design do telemóvel.

O trackball é que, para mim, não tem grande uso. Gosto que se possa clicar com ele, pois em certas situações é mais rápido para activar o teclado, mas tirando isso ainda não lhe encontrei grande utilidade.

O Android e as aplicações

Já tinha testado o Android através do emulador, mas com o rato a experiência deixa muito a desejar. É um sistema operativo interessante, está a amadurecer rapidamente e deixou de ser um sistema operativo geek. É simples de usar e podemos depender dele para o dia a dia.

Existem várias aplicações gratuitas no Android Market que são fantásticas, mas as que mais impacto têm são as do Google. O Google Goggles por exemplo é muito interessante, e é uma aplicação que ainda ando a explorar.

Mas o que gosto mesmo no Android é a capacidade de personalização. Estão disponíveis 5 homescreens que podemos personalizar como quisermos. Adicionar widgets, atalhos para aplicações ou endereços web, existe liberdade total.

O Nexus One em Portugal

É provável que o Nexus One demore a aparecer em Portugal ou noutros países europeus de forma oficial. O teclado apenas corrige erros e sugere palavras em inglês, a funcionalidade de voz para texto apenas funciona com palavras inglesas e a navegação no Google Maps também está limitada a alguns países.

 
Copyright © 1985 - 2017 Eduardo Maio. Alguns direitos reservados.
eduardomaio.net - Às vezes mais valia ser Agricultor do que Programador
Ao navegar no blog eduardomaio.net está a concordar com os termos legais e de privacidade.